terça-feira, setembro 19, 2017

Comentários Eleison: Verdade Histórica - I

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXI (531) (17 de setembro de 2017)


VERDADE HISTÓRICA – I


A verdade deve ser amada, mas depois pela razão reconhecida,
E então, a tempo e fora de tempo, deve ser defendida.

A Escritura diz (2 Tess. 2, 9-10 da tradução da Vulgata pelo Pe. Matos Soares) que a vinda do Anticristo "é por obra de Satanás... e com todas as seduções da iniquidade para aqueles que se perdem, porque (por sua culpa) não abraçaram o amor da verdade para serem salvos. Por isso Deus lhes enviará o artifício do erro, de tal modo que creiam na mentira, para que sejam condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas se comprazeram na iniquidade”. Cada palavra precisa ser pesada.

Para o fim do mundo, do qual seguramente se pode dizer que deve incluir o século XXI, o malvado Anticristo enganará as almas que se dirigem para o Inferno, e elas estão indo para o Inferno porque não aceitam o amor da verdade como o aceitariam se se dirigissem para o céu. Porque elas não amaram a verdade, Deus as punirá com a operação do erro, com o resultado de que elas acreditarão em uma série de mentiras. Deste modo, todos os que atrairão o juízo sobre si mesmos, em vez de amarem, buscar, encontrar a verdade e crer nela, concordaram em participar do mundo perverso de mentiras fabricado pelo Anticristo e por seus agentes (que podem ser chamados de "anticristos" com "a" minúsculo), para povoar o inferno.

Observem como a condenação generalizada dos últimos tempos não começa com a recusa da verdade, mas com a recusa do amor à verdade. No mundo de mentiras fabricado pelos políticos e meios de comunicação de hoje, uma "operação de erro", como nunca antes, é tal que eu posso percebê-la como se nem sequer houvesse verdade por recusar, mas se eu me recuso a desesperar e se com um coração reto eu faço uma busca a essa verdade que eu sei não estar ao meu redor, Deus se assegurará de que eu a encontre (Mt. 7, 7-8). Por outro lado, se eu conheço uma verdade importante e a desconsidero, Deus não estará comigo. A seguir, um exemplo que poderia vir hoje de qualquer lugar do mundo ocidental.

Faleceu recentemente um advogado francês, Bernard Jouanneau, quem durante anos serviu à LICRA para processar nos tribunais franceses o professor Robert Faurisson por negar a verdade histórica das câmaras de gás da Segunda Guerra Mundial, pelas quais se considera de maneira generalizada que perderam a vida seis milhões de judeus (LICRA é a Liga contra o Racismo e o Antissemitismo que processou Dom Lefebvre por atrever-se, no final da década de 1980, a sugerir que os muçulmanos retornassem aos seus próprios países). Em uma entrevista concedida ao jornal católico francês "La Croix" de 23 de setembro de 1987, Jouanneau disse: "Se as câmaras de gás existiram, então a barbaridade dos nazistas foi inigualável. Se não existiram, então os judeus mentiram, e o antissemitismo estaria justificado. É isto o que está em jogo no debate das câmaras de gás".

A avaliação de Jouanneau é completamente correta, exceto pelo fato de que o que está em jogo é muito mais do que somente a política, pois a "holocaustianidade" é a coisa mais próxima de uma religião que muitas almas têm hoje. Auschwitz substitui o Calvário, as câmaras de gás servem de Cruz, e os Seis Milhões de judeus tomam o lugar do Redentor; em outras palavras, são Deus. E essa "holocaustianidade" é a coisa mais próxima de uma religião de Estado de muitos Estados modernos ocidentais. Portanto, seria de esperar que Estados e indivíduos modernos se interessassem seriamente pela verdade das câmaras de gás, que são o coração da "holocaustianidade". Mas o que se encontra? Um grande número desses Estados tem aprovado leis para proibir o questionamento da versão oficial das câmaras de gás. Mas desde quando leis fazem ou desfazem a verdade? Tais leis põem a própria lei em descrédito!

Aqui está uma tremenda falta de amor pela verdade e uma correspondente falta de verdade. E, com certeza, é uma "operação de erro" que nos assedia atualmente, graças à grande mídia vil. No entanto, quem ama a verdade precisa passar apenas algumas horas na internet, para que seja abalada até mesmo a fé mais emotiva nas câmaras de gás. Não é de admirar que os “licranos” e seus semelhantes estejam fazendo tudo o que podem para censurar a Internet, mas com todos os seus perigos ela continua a ser um ativo por ser vigorosamente defendido, pelo menos até e se os “licranos” conseguirem controlá-lo.


Kyrie eleison.

Livro maravilhoso sobre a Pequena Via de Santa Teresinha



Trata-se de uma via que, ainda que decerto não possibilite que todos alcancem as alturas a que Deus conduziu Teresa, é não apenas viável, mas fácil para qualquer um. Como observa Santo Agostinho, nem todo mundo pode pregar e fazer grandes obras. Mas quem não é capaz de rezar humilde e amorosamente?
 
S.S. Pio XI
 


Bons livros são companhias maravilhosas, que nos ensinam muito. E este livro é maravilhoso! Quando li, fiquei encantada pela simplicidade e sabedoria desta pequena Grande Santa. Foi traduzido pelo meu esposo, Rafael Sampaio.

Nós dizemos que este livro é um manual de santidade. Para ler e reler, e aprender muito com a Pequena Via de Santa Teresinha. Leia! É belíssimo.

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terça-feira, setembro 12, 2017

As obras musicais prediletas de Carlos Nougué

Por Carlos Nougué


Uma vez mais, por favor: sem discussão; e uma vez mais se trata de lista sem ordem precisa e quase sem explicações. 
Observação: a música litúrgica é para ser ouvida nas igrejas, nas missas. Não pode reduzir-se a um divertimento doméstico. É música consagrada. Inversamente, a música profana, ainda a religiosa não litúrgica, não deveria entrar nas igrejas.
 – Em tempo: sempre posso ter esquecido algo na lista, que por isso sempre pode ser acrescentada.

1) Toda a música litúrgica dos ritos bizantinos ou orientais.
2) Todos os cantos planos (ou cantochões, ou gregorianos) tradicionais.
3) Toda a obra de Palestrina, tanto a polifônica litúrgica como seus "Madrigais Espirituais".
4) A obra litúrgica de Lassus.
5) As “Vésperas da Virgem” de Monteverdi e sua “Missa in illo tempore” (polifônica e litúrgica).
6) O “Te Deum”, o “Magnificat” e a “Messe per l’Assomption” de Marc-Antoine Charpentier.
7) Todas as peças fúnebres de Henry Purcell.
8) O “Stabat Mater” e o “Salve Regina” de Pergolesi.
9) O “Crucifixus” e o “Magnificat” de Antonio Lotti.
10) “Estro poético-armonico”, de Benedeto Marcello.
11) “Concerto in re min. per oboe e archi”, de Benedetto Marcello.
12) Os 12 “Concerti Grossi” de Arcangelo Corelli.
13) O “Estro armonico” de Antonio Vivaldi.
14) A “Messe pour les convents”, a “Messe pour les paroisses”, as “Leçons de Ténèbres” e as “Pièces pour le clavecin” de François Couperin.
15) Toda a obra religiosa (não litúrgica) de Michel-Richard Delalande.
16) As “Pièces pour le clavecin” de Rameau.
17) Quase todos os Oratórios de Händel, além de muitas de suas peças religiosas, de seus “Concertos Grossos”, de seus “Concertos para Órgão e Orquestra” e de suas peças para cravo.
18) Os “Ricercari” e os Livros de Tocatas de Frescobaldi.
19) Toda a obra litúrgica e quase toda a obra restante de William Byrd.
20) Toda a imensa obra de Johann Sebastian Bach (com a ressalva de que algumas das letras de suas Cantatas e de outras formas de música religiosa ou são heréticas ou, digamos, “heretizantes”), com destaque (fosse possível) para a "Missa [católica] em Si menor". É o maior gênio musical de todos os tempos.
21) Os “Quartetos op. 33” e muitos outros de Haydn, além de muita outra música sua: quase todas as “Sinfonias londrinas”, o sublime “As Sete Palavras de Cristo na Cruz” e o “Stabat Mater”, algumas poucas Missas, suas numerosas “Sonatas para piano”, seus belíssimos “Trios para piano” e seus “Quintetos”, o “Concerto para Violoncelo e Orquestra em Si bemol maior”.
22) Toda a obra religiosa exponencial do brasileiro (mineiro) José Joaquim Emerico Lobo de Mesquita.
23) Toda a produção religiosa do Pe. José Maurício Nunes Garcia, especialmente a anterior à chegada de Marcos de Portugal à corte de D. João VI.
24) As óperas “Alceste” e “Orfeo ed Euridice”, de Gluck.
25) O “Requiem”, a “Grande Missa em Dó menor” e o “Ave Verum Corpus” de Wolfgang Amadeus Mozart, além de muita outra música sua: boa parte das “Sonatas para Piano”, as últimas 16 Sinfonias, os “Concertos para Violino e Orquestra”, os insuperáveis “Concertos para Piano e Orquestra”, muitos de seus “Quartetos”, o “Concerto para Oboé em Dó maior”, etc., excluídas especialmente as óperas (naturalmente, de grande competência musical, mas ou maçônicas ou eróticas).
26) A “Missa solemnis” e os “Concertos para Piano e Orquestra” de Beethoven, além de sua grande contribuição técnica para o desenvolvimento da forma sinfônica.
27) A “Oitava” e a “Nona Sinfonia” de Franz Schubert, além de suas Missas, de muitíssimas de suas peças de câmara (Trios, Quartetos, Quintetos), de algumas de suas sonatas e de muitos de seus Lieder (com a ressalva de que não raro suas letras são românticas, demasiado românticas...).
28) Os “Noturnos” de Chopin.
29) O “Stabat Mater”, o “Requiem” e as Missas de Antonín Dvořák, todos magistrais, além de sua “Sinfonia n. 9”, de suas “Danças Eslavas”, do “Quinteto para Piano e Cordas em Lá maior” e do “Trio para Piano e Cordas em Mi menor”.
30) O admirável oratório “Christus” de Liszt, além de outras peças religiosas, de seus "Années de Pèlerinage" e de muitas de suas transcrições para piano.
31) As “Sinfonias 2, 3 e 4” (especialmente a 2) de Brahms, além de suas “Variações sobre um Tema de Haydn, op. 56”, de suas “Variações Händel op. 24” e de suas “Variações sobre um Tema de Paganini op. 35”.
32) As “Vésperas” de Rachmaninov.
33) Os oratórios “Paulus” e “Elijah” de Felix Mendelssohn.
34) Toda a obra de Anton Bruckner, tanto a religiosa como a sinfônica. Se Bach foi o maior gênio musical de todos os tempos, as 9 Sinfonias de Bruckner são o ápice mesmo da música orquestral.
35) A “Segunda”, a “Terceira” e a “Quarta Sinfonia” de Mahler.
36) As 3 Sinfonias e o “Requiem” de Richard Wetz.
37) As 4 Sinfonias, o exponencial “O Livro dos Sete Selos” e alguma música de câmara de Franz Schmidt.
38) A “Primeira” e a “Segunda Sinfonia” de Egon Wellesz.
39) As 6 Sinfonias de Erkki Melartin.
40) A “Terceira”, a “Sétima” e a “Oitava Sinfonia” de Einojuhani Rautavaara.
41) Os oratórios “Alexandre Nevski” e “Ivã, o Terrível”, de Prokofiev, além da “Dança dos Cavaleiros”, de seu balé “Romeu e Julieta”.
42) A “Valsa n. 2” e o “Prelúdio para Dois Violoncelos” de Shostakovich.
44) “Koyaanisqatsi”, “Mishima” e “Concerto Fantasia para Tímpanos”, de Philip Glass.
45) Os organísticos “Six Pièces”, “Trois Pièces” e “Trois Chorals” de César Franck, além da “Messe solennelle op.12”, da estupenda “Sinfonia em Ré menor”, do “Quarteto para Cordas em Ré maior”, do inspiradíssimo “Prélude, Chorale et Fugue”, do “Prélude, Fugue et Variation”, da “Sonata para Violino e Piano em Lá maior”, e de algumas outras.
46) O “Requiem” de Fauré, além de “Cântico a Jean Racine”, de “Après un Rêve” e de sua “Pavane”.
46) As 10 “Symphonies pour orgue”, “Bach’s Memento”, a “Suite Latine” e as “Trois Nouvelles Pièces op. 87” de Charles-Marie Widor.
47) Quase toda a obra de Arvo Pärt depois de 1971, muito especialmente suas peças corais.
48) A música para cinema de Miklós Rózsa e de Bernard Herrmann.
49) Toda a obra (sempre litúrgica) de Tomás Luis de Victoria.
50) As "Valsas de Esquina" e os "Choros" de Francisco Mignone.
51) Os "Prelúdios para Violão" e as "Bachianas" de Heitor Villa-Lobos.
52) Quase toda a admirável obra religiosa de Jan Dismas Zelenka.

Reencarnação: um termo inventado pelos socialistas



"Reencarnação" é um termo inventado pelos socialistas no século XIX. Charles Fourier, o pai do socialismo utópico, acreditava em reencarnação e no evolucionismo progressista, idéias que andavam soltas na época e que influenciaram Kardec. Os conceitos de metensomatose, metempsicose e transmigração - que são estudados no Hinduísmo, no Budismo e na Metafísica Oriental - foram misturados e acrescentados ao progressismo evolucionista, e daí surgiu a ideia de reencarnação como é colocada entre os modernos. Os antigos não a conheciam dessa forma. Isso é novo, é do século XIX, faz parte do espírito revolucionário.


A reencarnação não explica as coisas. Nunca vai explicar a injustiça; esse mundo é injusto devido a queda do homem. Se você acreditar na reencarnação vai chegar uma hora que vai bater num muro, como aconteceu comigo. Afinal de contas porque houve um primeiro assassinato no inicio de tudo? Aquele que foi morto era inocente e foi vitima porque? Foi vitima por causa do mal, e não por causa do carma, já que era a "primeira vida" dele. Se a explicação primeira é essa, não há sentido para imputar um evolucionismo reencarnacionista ao resto.

segunda-feira, setembro 11, 2017

Comentários Eleison: Aliado benevolente? - II

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXX (530) (09 de setembro de 2017)


ALIADO BENEVOLENTE? – II


Vossa Excelência, leia, e o senhor descobrirá,
Como os vilões têm uma influência completamente vil!


Quando, no ano passado, o bispo Athanasius Schneider de Astana, no Cazaquistão, em entrevista ao Adelante la Fe, expressou muitas opiniões em concordância com a Tradição Católica e com as posições tomadas por Dom Lefebvre, estes “Comentários” (498, 17 de janeiro de 2017) perguntaram se ele seria um verdadeiro aliado da Fraternidade do Arcebispo.

Em julho deste ano, ele autorizou a publicação de um artigo em que expressa suas opiniões ainda mais católicas e em que favorece a Tradição. Não sendo antes um verdadeiro aliado, ele o teria se tornado? Para responder à pergunta, é preciso fazer uma distinção: subjetivamente, seu coração está no lugar certo, porque ele quer salvar as almas pela aplicação fiel da Tradição imutável; mas, objetivamente, sua mente ainda não compreendeu o suficiente, porque ele ainda pensa, ou diz que pensa, que a intenção original do Vaticano II não era a de criar uma nova Igreja. Mas, Vossa Excelência, Nosso Senhor disse que por seus frutos o senhor os conhecerá. E quais os frutos do Vaticano II? A Neoigreja!

Assim, muito do que Dom Schneider diz dessa vez sobre a Tradição Católica é a doutrina católica, inteiramente verdadeira. Por exemplo (parágrafo 6), a Tradição é o critério pelo qual julgar todas as doutrinas posteriores, e (8), em caso de dúvida levantada por ambiguidade ou por novidade, a Tradição tem a prioridade. Há ambiguidades e novidades do Vaticano II que se chocam com a Tradição (10), e a “Hermenêutica da Continuidade” é insuficiente para resolver o choque.  Infelizmente (19), durante cinquenta anos uma Nomenklatura (burocracia de estilo comunista) dentro da Igreja usou as ambiguidades do Vaticano II para distorcer a intenção original do Concílio e criar uma nova igreja, de tipo relativista e protestante. Chega hoje ao ápice (20) o uso das ambiguidades objetivas do Concílio e seus desvios da Tradição para bloquear toda discussão, declarando que estas são “infalíveis”. Mas esta “infalibilização” do Concílio deve ser interrompida (22), e dar lugar à discussão teológica gratuita e aberta, para a qual (24) uma FSSPX reconhecida canonicamente poderia dar uma valiosa contribuição. A verdadeira doutrina é verdadeiramente pastoral, e, segundo a vontade de Deus, ela somente salva as almas. Esse é, até agora, o último artigo do Bispo.

Mas, Sua Excelência, o que faz com que o senhor tenha tanta certeza de que a intenção original do Concílio não era a de criar uma Neoigreja neoprotestante? O senhor acha que as ambiguidades não foram deliberadas? O senhor não leu, por exemplo, como o Pe. Schillebeeckx admitiu que elas foram plantadas como bombas-relógio, para serem detonadas após o Concílio? Talvez muitos Padres do Concílio possam ter dito após o Concílio, tal como disse Guilherme II da Áustria: “Ich habe es nicht gewollt”, ou seja, eu não queria isso (Primeira Guerra Mundial). Mas certamente nem todos eles não queriam a Neoigreja, e os “poderosos e influentes” [“movers and shakers”] a queriam. O senhor não pode pensar que a “nova igreja”, como o senhor mesmo a chama, saiu do Concílio por acidente! Estude livros sobre o Concílio, como “O Reno se Lança no Tibre”, de Raplh Wiltgen. O Concílio foi uma luta época, e os católicos perderam.

E se a Neoigreja é fruto de uma minoria conspiradora que conduz uma massa de cardeais, bispos, sacerdotes e leigos em direção a ela, que assistem a muita televisão e não rezam o suficiente, o senhor realmente acha que “discussão teológica livre e aberta” resolva o problema? Meio ano antes de morrer, o Arcebispo Lefebvre disse que o verdadeiro problema com o Vaticano II não era nem mesmo os grandes erros identificáveis como a liberdade religiosa, a colegialidade e o ecumenismo, mas um subjetivismo onipresente que esvazia a doutrina católica de toda sua força objetiva e assim dissolve a Igreja Católica. E a questão não é se o Arcebispo disse isso, mas se isso é verdade. E é rotundamente verdadeiro. A mente do homem moderno foi reduzida a mingau, por sua própria culpa, e pela Maçonaria em particular. Excelência, o senhor conhece algo sobre a Maçonaria, ou pensa, como tantas almas pobres foram induzidas a pensar, que é uma organização inofensiva de bons samaritanos, injustamente caluniada?

Entre 2009 e 2011, houve meia dúzia de sessões de “debate teológico livre e aberto” entre quatro teólogos de Roma e quatro da FSSPX (antes de sua traição pelo Capítulo Geral de 2012). Resultado? Nada! Menzingen prometeu que publicaria o conteúdo das discussões. Nós ainda estamos aguardando. Para agradar a Roma, alguém dentro da FSSPX quer varrer a Tradição para baixo do tapete!

Kyrie eleison.


Traduzido por Cristoph Klug.

terça-feira, setembro 05, 2017

Espiritismo: revolucionário e socialista



Socialismo não é só Marxismo, há vários. Socialista é um igualitário, é quem crê na igualdade a qualquer custo, mais cedo ou mais tarde.

O espiritismo nasce de um ideal revolucionário: um mundo justo deve existir no futuro aqui na terra ou em outros planos. Ele é diferente quanto aos métodos. Usa o linguajar do cristianismo, mas continua sendo parte do espírito revolucionário: aquele que quer derrubar a Igreja, fazer verdade de fé o progressismo, o evolucionismo e a reencarnação.

Veja esse trecho extraído do Livro dos Espíritos que vai contra a propriedade privada e o acúmulo de riquezas, que é direito de cada um:

881. “O direito de viver confere ao homem o direito de ajuntar o que necessita para viver e repousar, quando não mais puder trabalhar?

—    Sim, mas deve fazê-lo em comum, como a abelha, através de um trabalho honesto, e não ajuntar como um egoísta.” (KARDEC, item 881)

segunda-feira, setembro 04, 2017

Meu novo blog: Feliz no Lar



Caros, está no ar meu novo blog: Feliz no Lar. O tema dele é Educação Domiciliar,  Ensino em casa, ou Homeschooling.

Visitem, sigam, comentem!

Comentários Eleison: Soldado Católico

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXIX (529) (02 de setembro de 2017)


SOLDADO CATÓLICO


Nosso Senhor, São Paulo, Inácio, todos disseram: "Lute!"
O soldado Hugh Akins enxerga essa guerra corretamente.

Mais uma vez, boas e más notícias, desta vez para os leitores de língua inglesa, dos Estados Unidos. A boa notícia é que existe uma revista trimestral tradicional e resistente, belamente produzida em papel, enviada pelo correio, e que é tão politicamente incorreta quanto possível, porque é católica militante. Seu nome é Oportet Christum Regnare [Cristo Deve Reinar], e é editada pelo Sr. Hugh Akins, um veterano da guerra do Vietnã, que ocorreu na década de 1960, ocasião em que foi alvejado, e depois ferido no que provavelmente se tratou de uma tentativa de assassinato, porque seu tipo de catolicismo deve desagradar seriamente aos inimigos de Deus que dirigem o mundo atualmente. A má notícia é que a revista está atraindo apenas inscrições suficientes para somente poder manter-se. O que é uma pena, pois ela lança uma luz rara na Igreja e no mundo, uma luz bastante útil para todo o católico que deseja seriamente salvar a própria alma. A luz de Akins sobre o mundo moderno fica clara no resumo de seu corajoso livro escrito há poucos anos: Synagogue Rising, O. C. R. n. 6, p. 67:

O livro sustenta o ensinamento tradicional da Igreja sobre a questão judaica, documentando a ameaça judaica, trazendo essa ameaça em dia com  relação aos temas e eventos mais quentes dos séculos XX e XXI, incluindo as duas guerras mundiais, o surgimento do comunismo, a violação da Terra Santa, o saque da Igreja no Vaticano II, o ataque do 11 de setembro contra a América por Israel, a farsa da “guerra contra o terror” com o início planejado da Terceira Guerra Mundial e, em seguida, a conexão de tudo isso com os judeus, com a apostasia moderna, com Fátima, com a Rússia, com a paz mundial ou a aniquilação das nações... Para disseminar a verdade que liberta os homens, não se deve preocupar-se em ser taxado de "antissemita". O suposto antissemitismo não tem nada que ver com ódio aos judeus, mas é uma tática de difamação judaica muito efetiva, projetada para silenciar toda oposição desacreditando qualquer um que se atreva a expor as intrigas diabólicas por trás da guerra talmúdica e sionista contra Cristo e Sua Igreja (...).

Essa luz de Akins no mundo está intimamente relacionada com a luz sobre a Igreja. Pela vontade de Deus, a Igreja está inserida em nosso mundo caído. Estudando a história da Igreja, Akins deve ter encontrado o padrão da inimizade bimilenar dos judeus em relação a Nosso Senhor e Sua Igreja Católica, e sabendo quão incessantemente essa inimizade teológica está disfarçada e oculta, Akins, assim como o Papa Leão XIII em relação à Maçonaria, deve ter se sentido obrigado a "tirar a máscara". Que os anjos o protejam!

Mas o seu valor para os católicos, em particular, é que ele entende, e na O. C. R. continua a explicar, não só por que o Dom Lefebvre foi o principal defensor do verdadeiro catolicismo após o "saque da Igreja no Vaticano II", mas também porque os sacerdotes hoje assim chamados resistentes são os verdadeiros defensores da obra do Arcebispo, apesar das aparências. Pelo menos tanto quanto denuncia os inimigos externos da Igreja, Akins também identifica, condena e dá razões para que se condene seus inimigos internos, tanto dentro da Fraternidade Sacerdotal São Pio X como dentro do clero oficial. Akins é um soldado de Cristo, que luta o verdadeiro combate tanto na Igreja como no mundo pela salvação das almas. Esse combate fica mais feroz a cada dia. As edições em papel da Oportet Christum Regnare podem custar mais do que as fontes eletrônicas de informação, mas são mais duradouras, e serão um ativo permanente de orientação duradoura e valiosa na biblioteca do lar.

Para assinarem a Oportet Christum Regnare, ou pedir números anteriores, ou outra leitura católica muito boa, em particular Synagogue Rising, entrem em contato com Hugh Akins em hughakins@comcast.net, ou comprem diretamente do website Catholic Action Resource Center / League of Christ the King em www.ca-rc.com.

Kyrie eleison.


P.S. Não amanhã, mas no próximo domingo, dia 10 de setembro, após a Santa Missa às 10 horas, o Dr. David White, professor jubilado de literatura mundial da Academia Naval dos EUA, dará três conferências na Casa Rainha dos Mártires em Broadstairs, na Inglaterra, sobre o Pe. Gerard Manley Hopkins (1844-1889), jesuíta inglês e importante poeta da era vitoriana. Use-o como uma ponte que leva de sua fé ao mundo negligenciado, mas nutritivo, dos poetas ingleses. Os trens saem de Broadstairs depois, às 17h26 e 17h42, para que se retorne a Londres.

sábado, setembro 02, 2017

Educação em casa: socialização não é um problema



No artigo abaixo, Michael Smith, presidente da Home School Legal Defense Association (HSLDA), apresenta pesquisas que foram realizadas nos EUA e no Canadá e que comprovam que a socialização das crianças educadas em casa de fato não é um problema, ao contrário do que as pessoas contrárias à Educação Domiciliar insistem em alegar.
Educação em casa: socialização não é um problema – por Michael Smith
(Original no site The Washington Times)
Tradução: Mariana Discacciati
Uma das mais persistentes críticas à educação domiciliar é a acusação de que pessoas educadas em casa não serão capazes de participar plenamente na sociedade por faltar-lhes a “socialização”. É um desafio que atinge diretamente o coração da educação domiciliar, porque se uma criança não é devidamente socializada, como ela será capaz de contribuir com a sociedade?
Desde a reemergência do movimento de educação domiciliar no final da década de 1970, os críticos da educação em casa têm perpetuado dois mitos. O primeiro diz respeito à habilidade dos pais de ensinarem adequadamente os seus filhos em casa; o segundo se as crianças educadas em casa serão bem ajustadas socialmente.
Provar o sucesso acadêmico é relativamente simples. Hoje é aceito que crianças educadas em casa, em média, superam seus colegas da escola pública. O mais recente estudo, “Homeschool Progress Report 2009” (Relatório do Progresso da Educação Domiciliar 2009), conduzido por Brian Ray, do National Home Education Research Institute (Instituto Nacional de Pesquisa da Educação Domiciliar), pesquisou mais de 11.000 estudantes educados em casa. Foi mostrado que o estudante médio educado em casa marcou 37 por cento a mais em testes de desempenho padronizados, em relação ao estudante médio da escola pública.
O segundo mito, no entanto, é mais difícil de tratar, porque as crianças que em número considerável foram educadas em casa no final da década de 1980 e início dos anos 90, apenas agora estão chegando à idade e à posição de demonstrarem se foram bem sucedidas como adultas.
As famílias que educam em casa em todo o país sabem que as críticas sobre socialização adequada são infundadas – elas veem as evidências em suas próprias casas. Para em parte resolver essa questão a partir da perspectiva de uma pesquisa, a Home School Defense Association (Associação para Defesa da Educação Domiciliar) comissionou um estudo em 2003 intitulado “Homeschooling Grows Up” (Educação Domiciliar Cresce), conduzido pelo Sr. Ray, para descobrir como as pessoas educadas em casa estavam se saindo como adultas. As notícias foram boas para a Educação Domiciliar. Em todas as áreas da vida, desde a obtenção de emprego, a estar satisfeito com sua educação em casa, a participar das atividades da comunidade, a votar, os adultos que haviam sido educados em casa eram mais ativos e envolvidos que seus colegas que haviam estudado nas escolas públicas.
Até recentemente, “Homeschooling Grows Up” era o único estudo que tratava da socialização de adultos educados em casa. Agora temos um novo estudo longitudinal chamado “Fifteen Years Later: Home-Educated Canadian Adults” (Quinze Anos Depois: Adultos Canadenses Educados em Casa). Este estudo pesquisou estudantes educados em casa cujos pais participaram em um estudo abrangente sobre Educação Domiciliar em 1994. O estudo comparou as pessoas educadas em casa que são hoje adultas com seus pares. Os resultados são espantosos.
Quando comparados a canadenses médios de idades entre 15 e 34 anos, os adultos canadenses educados em casa e de idades entre 15 e 34 anos se mostraram mais socialmente engajados (69 por cento participavam de atividades organizadas ao menos uma vez por semana, comparados a 48 por cento da população comparável). O rendimento médio das pessoas que haviam sido educadas em casa também era maior, mas talvez o mais significativo fosse que, considerando os 11 por cento de canadenses entre 15 e 34 anos dependentes de auxílios do governo, não havia nenhum caso de suporte governamental como fonte de renda primária para as pessoas educadas em casa. Os adultos educados em casa também eram mais felizes; 67,3 por cento descreveram a si mesmos como muito felizes, comparados a 43,8 por cento da população em comparação. Quase todos os adultos educados em casa – 96 por cento – achavam que a Educação Domiciliar havia os preparado bem para a vida.
Este novo estudo deve fazer com que muitos críticos repensem sua posição sobre a questão da socialização. Os adultos educados em casa não são apenas ativamente engajados na vida civil, como também estão sendo bem sucedidos em todas as esferas da vida. Muitos críticos acreditam, e alguns pais temem, que os estudantes educados em casa não serão capazes de competir no mercado de trabalho. Mas o novo estudo mostra que os jovens educados em casa são encontrados numa ampla variedade de profissões. Ser educado em casa não tem fechado as portas para as escolhas de carreira.
Os resultados são um grande encorajamento a todas as famílias que educam em casa e aos pensamentos dos pais sobre Educação Domiciliar. Os estudantes educados em casa, tipicamente identificados como bem sucedidos academicamente, também mostram ter êxito socialmente.
Tanto o “Homeschooling Grows Up” como o “Fifteen Years Later” demonstram amplamente que os jovens educados em casa graduados são ativos, envolvidos, cidadãos produtivos. As famílias que educam em casa estão liderando a educação americana e canadense, e este novo estudo claramente demonstra que os pais que educam em casa estão no caminho certo.

Fonte: Educação de Crianças

quinta-feira, agosto 31, 2017

Situação do Homeschooling no Brasil



Seguem abaixo algumas perguntas e respostas sobre a situação jurídica da educação domiciliar:
Texto escrito pelo Dr. Alexandre Magno Fernandes Moreira, procurador do Banco Central, professor e ativista a favor do homeschooling. 
1 – A educação domiciliar é ilegal no Brasil?
Não. A educação domiciliar, como substituto da educação escolar, não é proibida expressamente por nenhuma norma jurídica no Brasil, seja constitucional, legal ou regulamentar. Apesar de não ser mencionada em nenhuma norma, o direito à educação domiciliar é decorrência direta da soberania educacional da família.
2 – A quem compete prover a educação? O Estado ou a família?
O art. 205 da Constituição Federal (CF) diz que a educação é direito de todos e dever do Estado e da família. Portanto, é dever de ambos. No seu exercício, a direção cabe à família, que deve receber assistência do Estado quando não puder ou não pude provê-la integralmente em casa.
3 – Quem tem a primazia na educação dos filhos menores, a família ou o Estado?
Os pais têm não apenas o dever de educar, mas também de dirigir a educação dos filhos e, para isso, podem optar em matricular os filhos em uma escola ou ensiná-los em casa. Em decorrência, os pais têm primazia na educação dos filhos menores, com prioridade de escolha do gênero de instrução que será ministrada a seus filhos.
4 – O que é abandono intelectual?
De acordo com o Código Penal (art. 246), abandono intelectual é “deixar, sem justa causa, de prover à instrução primária de filho em idade escolar.” Perceba-se que não há, aqui, nenhuma obrigação de manter o filho em uma instituição escolar, mas apenas de “prover à instrução primária”, ou seja, de educá-lo, em casa ou na escola durante a “idade escolar”, ou seja, no período determinado pela Constituição de educação básica compulsória, dos 4 aos 17 anos.
5 – Por que sou obrigado a matricular meu filho em uma escola, mesmo não havendo abandono intelectual?
Você não está obrigado a matricular seu filho na escola se desejar educá-lo em casa. Para entender porque essa obrigação foi prevista e hoje está ultrapassada, é preciso entender o contexto histórico. Essa obrigação foi estabelecida pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) em uma época em que a educação domiciliar era completamente desconhecida pelos parlamentares. Logicamente, não se poderia proibir algo que se desconhecia a existência. À época, se acreditava que a escola era a única opção para se evitar o abandono intelectual.
6 – Além da LDB, o ECA também me obriga a matricular meus filhos numa escola. Como me posiciono em relação a isso?
O ECA e a LDB devem ser interpretados restritivamente, ou seja, somente estão obrigados a matricular os filhos na escola os pais que não quiserem ou não puderem prover adequadamente a educação domiciliar.
7 – O que fazer em caso de denúncia?
Não se presume que as crianças estejam aprendendo pelo simples fato de estarem em casa. É preciso comprovar esse aprendizado. Portanto, os pais devem documentar tudo o que estão fazendo com os filhos: exercícios, testes, trabalhos de todo tipo, pesquisas, avaliações, ingressos de visitas a museus, teatros, exposições, etc. São papéis importantes, que devem ser mostrados à autoridade competente, quando solicitados, pois provam que a criança está efetivamente estudando e aprendendo.
8 – E se a denúncia se transformar num processo?
Caso o processo venha efetivamente a ocorrer, os pais precisam de três atitudes básicas: a primeira é provar o efetivo aprendizado, mostrando todos os arquivos e, se for o caso, submetendo os filhos a uma avaliação compatível com sua idade. A segunda é o esclarecimento jurídico a respeito da educação domiciliar, uma vez que o tema é quase totalmente desconhecido no Brasil. Esse esclarecimento pode ser feito mediante a apresentação do parecer referido e/ou com a contratação de um advogado. Por último, é essencial noticiar ao juiz a respeito da suspensão de todos os processos determinada pelo STF em novembro do ano passado (se todos os processos devem ser suspensos, não faz sentido nenhum iniciar um novo processo para suspendê-lo logo em seguida).
9 – Como está a situação jurídica da Educação Domiciliar hoje?
Atualmente, está em curso no STF o Recurso Extraordinário n° 888.815 em que se discute a constitucionalidade da educação domiciliar. O processo foi admitido a julgamento (somente se admitem os processos considerados relevantes constitucionalmente), a Associação Nacional de Educação Domiciliar (Aned) requereu o ingresso no processo como amicus curiae (especialista que vai informar o tribunal a respeito do assunto) e apresentou suas razões a favor da constitucionalidade da educação domiciliar, todos os processos contra as famílias foram sobrestados (suspensos) até a decisão final do STF, que ainda recebeu um parecer da Homeschool Legal Defense Association (associação norte-americana de defesa da educação domiciliar), demonstrando a compatibilidade desta com os tratados internacionais de direitos humanos. Ainda não foi marcado o julgamento do caso no STF: até lá, como visto, nenhuma família pode ser processada.
10 – Como devo proceder quando for tirar meu filho da escola?
Se você decidiu retirar seus filhos da escola, deverá comunicar normalmente a sua decisão na secretaria da instituição onde eles estudam, declarando a sua transferência para o regime de educação domiciliar, mas sabendo que isso não impede uma denúncia ao Conselho Tutelar por parte da direção ou de algum professor. Você poderá, se quiser, solicitar o histórico escolar do seu filho e a instituição está obrigada a entregar-lhe.

terça-feira, agosto 29, 2017

Leon Denis: o espiritismo sobre Jesus e a Igreja


Citações de um dos grandes nomes do Espiritismo, Leon Denis, sobre a Igreja e Cristo. Vejam quanta mentira e ódio:

"Assistiremos provavelmente à ruína progressiva dessa instituição" (sobre a Igreja)

"A causa íntima da decadência e impopularidade da Igreja Romana reside em ter colocado o papa no lugar de Deus. O espírito do Cristo retirou-se dela!"

"Ora, há muito tempo o espírito de Jesus parece ter abandonado a Igreja. Não é mais a chama do Pentecostes que irradia nela e em torno dela; essa generosa labareda se extinguiu e nenhum Cristo há que a reacenda."

"Em tais condições a Igreja Católica já não é moralmente uma instituição viva, não é mais um corpo em que circule a vida, senão um túmulo em que jaz, como amortalhado, o pensamento humano."

"A noção de Trindade, colhida numa lenda hindu que era expressão de um símbolo (...), oferecia, entretanto, grandes vantagens às pretensões da Igreja. Permitia fazer de Jesus Cristo um Deus."

- Leon Denis, "Cristianismo e Espiritismo"

domingo, agosto 27, 2017

Comentários Eleison: Por que "Resistência?"

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXVIII (528) (26 de agosto de 2017)


POR QUE "RESISTÊNCIA"? 


Quando entre os líderes dos católicos tradicionalistas a falsidade torna-se persistente,
Então, o tradicionalista deve passar a ser também um "resistente".

Na sequência de "Por Que Tradição", o Pe. Patrick Girouard, que atende atualmente uma paróquia da "Resistência" no oeste do Canadá, explica a necessidade não só de os católicos serem tradicionalistas, mas também de os católicos tradicionalistas "resistirem". Ele escreveu a seguinte declaração, “Declaração de Missão”, em junho de 2013, precisamente para explicar por que ele e algumas dúzias de fieis estavam saindo da FSSPX. Infelizmente, a "Declaração" teve de ser cruelmente encurtada. Para lerem o texto completo, entrem em contato com o Pe. Girouard no http://thebastion.faith.

Se eu, o Padre Girouard, e cerca de um terço da paróquia de Langley decidimos inaugurar uma nova paróquia, foi porque nossa amada Fraternidade está sendo destruída por sua administração, e não podemos suportar mais a constante propaganda que favorece essa destruição. Ao estudarmos cuidadosamente os documentos que lançaram luz sobre ela, pudemos entender o que aconteceu. Se então tivéssemos permanecido em silêncio e inativos, não só nos teríamos posto em um caminho perigoso, como também estaríamos contribuindo para a destruição do movimento tradicional. Que a nossa atitude encoraje mais sacerdotes e fiéis a fazer o mesmo!

Para todos os efeitos práticos, a Fraternidade Sacerdotal São Pio X uniu-se à Igreja Conciliar. Mesmo que o acordo com Roma ainda não tenha sido firmado, foi, no entanto, aceito em princípio no Capítulo Geral da Fraternidade em julho de 2012, que foi a Revolução dentro da Fraternidade: o Capítulo tomou a decisão de que a partir daquela data a Fraternidade podia firmar um pacto com os implacáveis ​​ destruidores da Igreja Católica.

Mas como um católico que seja digno do nome pode aceitar essa decisão? Como podemos dizer que somos católicos, se aceitamos fazer um acordo com aqueles que estão facilitando, por meio de suas ações ou de seu silêncio, a condenação de inúmeras almas pelas quais Nosso Senhor deu a vida d’Ele? Como podemos sequer sentar-nos para falar com pessoas que promovem essa abominação para Deus, o Novus Ordo Missae? Lembro-me de Dom Lefebvre citando o Profeta Malaquias contra a Missa Nova: “Convosco falo, ó sacerdotes, que desprezais o meu nome, e que dizeis: em que desprezamos nós o teu nome? Vós ofereceis sobre o meu altar um pão imundo, e dizeis: Em que te profanamos nós?... diz o Senhor dos Exércitos” (1, 6-7.9).

A missão da FSSPX nunca foi a de entrar na estrutura da Igreja Conciliar com o fim de "transformá-la" desde dentro. Tal ilusão foi condenada por Dom Lefebvre após as Consagrações de 1988. A missão da Fraternidade foi a de formar sacerdotes que pregassem a Verdade e lutassem vigorosamente contra o erro, sem "conversações" ou "diálogos" ou "negociações". Como um farol, essa pequena remanência atrairia então almas de boa vontade. Mas os atuais líderes da Fraternidade traíram essa missão, e não toleram desentendimentos ou críticas, e então o único meio pelo qual podemos sustentar a Verdade é separar-nos da Neofraternidade. Devemos rezar muito por uma solução para a crise e por nossa perseverança.

Vocês podem perguntar-me: quando será o momento de unir-nos a Roma? Como saberemos se temos um bom Papa? A resposta é simples: quando o Papa condenar publicamente a Missa Nova e proibir sua celebração sob pena de excomunhão; quando ele condenar publicamente e rechaçar todo o Concílio Vaticano II; em síntese, quando o virmos tomar medidas efetivas para limpar essa desordem. Da mesma forma, quando poderemos confiar na FSSPX novamente e retornar? Resposta: Quando o Bispo Fellay e todos os sacerdotes da Fraternidade que promovem a nova conduta forem destituídos e impedidos de qualquer posto futuro; quando os textos do Capítulo forem oficialmente repudiados; quando os sacerdotes fiéis forem reivindicados, e assim por diante.

Impossível, você diz? Eu respondo simplesmente: O quê? Qual é o problema? Nós apenas cumprimos nosso dever, damos glória a Deus e deixamos que Ele lide com os destruidores. Oremos e sacrifiquemo-nos pela conversão deles, e permaneçamos unidos em oração, seguramente. Mas vamos comprometer-nos e colocar-nos em perigo? – Jamais!

Kyrie eleison.

sexta-feira, agosto 25, 2017

Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 27

Mosteiro da Santa Cruz

19 de agosto de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)

O “ralliement”

Traduzir a palavra “ralliement” não é coisa fácil. Esta palavra está, na língua francesa, ligada a acontecimentos do século XIX, quando Leão XIII aconselhou e mesmo exortou os católicos franceses a aceitarem cooperar com o governo republicano e a tentarem regenerar a república francesa de dentro, fazendo aprovar leis justas.

O resultado foi desastroso, pois era isto que a Maçonaria desejava dos católicos. Que eles aceitassem a forma republicana e trabalhassem com os republicanos, ou seja, no caso concreto da França, que trabalhassem sob a autoridade dos inimigos da Igreja.

Os católicos não conseguiram mudar as leis, e uma verdadeira perseguição religiosa se instalou na França e aniquilou as obras de educação e de caridade exercidas pelos religiosos e pelas religiosas, os quais foram expulsos do país.

Hoje, o termo “ralliement” é utilizado para designar os que se aproximam da Roma neomodernista e neoprotestante para colaborarem com ela e se porem sob sua autoridade.

Dom Lefebvre já dizia que era necessário manter-se longe de tais autoridades porque elas têm a aids espiritual, estão tomadas por estes erros e heresias que contagiam os que se aproximam deles.

Por esta razão, nós não queremos seguir Dom Fellay em seu “ralliement”. “Ralliement” sem assinatura de acordo, mas “ralliement” mesmo assim; um “ralliement” por etapas.

Guardemos a posição de Dom Lefebvre, que dizia: “A excomunhão nos protege”. Sim, por mais surpreendente que isto possa parecer, a excomunhão, ou seja, não estar em comunhão com os neomodernistas e neoprotestantes nos protege. Protege-nos de quê? Do modernismo e do protestantismo.

Nossa Senhora de Fátima, convertei os neomodernistas e neoprotestantes e preservai-nos dos erros modernos.

+ Tomás de Aquino OSB
U.I.O.G.D.


Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 26

Mosteiro da Santa Cruz


12 de agosto de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)
“Fidélité Catholique (Bretagne – Nord)” publicou um apelo aos fiéis para que apoiem os decanos recentemente sancionados pelo Rev. Pe. Bouchacourt.
Este apelo se encerra pelas seguintes palavras:
“Não ao ‘ralliement’ à Roma neomodernista e neoprotestante denunciada por Dom Lefebvre!
Sim à Roma Eterna, mestra de sabedoria e de verdade!”
Eis aí bem resumido todo o combate de Dom Lefebvre, verdadeiro doutor da constituição divina da Igreja. Não ao “ralliement” e sim à Roma Eterna. Não às doutrinas dos inimigos da Igreja, infiltrados em seu seio, e sim ao Magistério infalível da Igreja.
Sigamos Dom Lefebvre nesta crise, pois ele não só indicou a causa dos males presentes, mas também nos deu soluções práticas necessárias para não sucumbirmos aos ataques dos inimigos do reino de Nosso Senhor. Combatamos como ele combateu, e veremos um dia a vitória da Roma Eterna, mestra de sabedoria e de verdade.
+ Tomás de Aquino OSB

U.I.O.G.D.

Voz de Fátima, Voz de Deus - nº 25

Mosteiro da Santa Cruz

05 de agosto de 2017

Vox túrturis audita est in terra nostra”
(Cant. II, 12)
Um dos principais pedidos de Nossa Senhora de Fátima foi que fizéssemos nos cinco primeiros sábados de cada mês (além da Confissão, da Comunhão e da reza de um terço) quinze minutos de meditação dos quinze mistérios do Santo Rosário. E como nosso infeliz mundo moderno dificulta sobremaneira as pessoas para poderem aplicar-se ao exercício da meditação, creio que seria útil colocar em “A voz de Fátima”, aos poucos, à medida de nossa possibilidade, pequenos textos para serem lidos como uma leitura meditada, durando aproximadamente um minuto a leitura correspondente a cada mistério do Rosário. Assim, os interessados, colecionando esses textos à medida em que forem aqui editados, poderão utilizar-se deles para fazer a meditação da “devoção dos primeiros sábados”. Comecemos hoje com os três primeiros mistérios gozosos:
Primeiro mistério gozoso: A Anunciação e a Encarnação.
O Anjo São Gabriel anunciou, por embaixada de Deus, a Maria Santíssima, os desígnios do Altíssimo a respeito dEla, ou seja, de A tornar Mãe do Salvador prometido e esperado. Ela, por Sua parte, expôs uma dificuldade, a Seus olhos intransponível, para poder dar Seu assentimento a tal escolha: Ela havia feito o voto de virgindade perpétua. Mas São Gabriel Lhe dissipa as nuvens do espírito, dizendo-Lhe que Sua maternidade se realizará por única e exclusiva ação divina. Diante de tal afirmação, Ela não titubeou em submeter-Se, com plena fé e confiança, ao plano de Deus sobre Sua pessoa. E, incontinenti, a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho, assume a natureza humana, que fora criada por Ele, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, nas sagradas entranhas dAquela, que, a partir desse momento, seria a Mãe de Deus, pois a Pessoa daquele Homem que Ela gerara era uma Pessoa divina.
Segundo mistério gozoso: A Visitação.
Nossa Senhora ao saber, da parte do Anjo São Gabriel, que sua prima Santa Isabel estava grávida de seis meses, apressou-se em ir saudá-la e ajudá-la nessa época tão delicada da gestação. De sua parte, Santa Isabel, inspirada pelo Espírito Santo, ao ouvir a saudação de Maria Santíssima, reconheceu a Encarnação de Jesus assim como a Maternidade divina de Nossa Senhora. No mesmo instante, São João Batista, ainda no interior de sua mãe, recebeu o grande dom que Nosso Senhor veio trazer ao mundo: a participação de Sua vida divina, pela graça santificante. Dom que foi causa de grande alegria para a criança gerada havia seis meses. E Nossa Senhora, também inspirada pelo Espírito Santo, entoou um hino profético e de ação de graças a Deus. Uma das profecias nele contidas são as palavras: “todas as gerações me chamarão bem-aventurada.
Terceiro mistério gozoso: O Nascimento de Jesus.
Chegada a época em que Nossa Senhora devia dar à luz, Deus como que moveu todo o Império Romano, para que esse movimentar, ditado pelo censo imperial, causasse o nascimento de Jesus na cidade profetizada para ser o lugar desse capital acontecimento. Aí, em Belém, Ele vai nascer: abandonado pelos homens, desconhecido por eles e em um lugar paupérrimo. Mas aí estava o que Ele mais estima: corações santos, desapegados de tudo e cheios de caridade divina: o de Sua Mãe e o de São José. Ele apareceu aos olhos humanos sob a forma enternecedora de uma criança recém-nascida, para atrair assim o nosso amor e podermos exclamar com a Santa Igreja: “Nasceu para nós um Menino, e nos foi dado um Filho!”
Arsenius
U.I.O.G.D.

quinta-feira, agosto 24, 2017

Os filmes prediletos de Carlos Nougué


LISTA DE MEUS FILMES PREDILETOS
Pediram-me que desse uma lista de meus filmes prediletos. Ei-la (sem ordem, e sem maiores explicações). Mas por favor: sem discussão. A discussão sobre cinema (e as demais artes do belo) se dará na Escola Tomista.

1) “Solaris”, de Andrei Tarkovski.
2) “The Searchers” (Rastros de Ódio), de John Ford.
3) “Rope” (Festim Diabólico), de Alfred Hitchcock.
4) “天国と地獄, Tengoku to Jigoku” (Céu e Inferno), de Akira Kurosawa.
5) “Procès de Jeanne d'Arc” (O Processo de Joana d’Arc), de Robert Bresson.
6) “Nostalghia” (Nostalgia), de Andrei Tarkovski.
7) “Les anges du peché” (Os Anjos do Pecado), de Robert Bresson.
8) “晩春, Banshun” (Pai e Filha), de Yasujiro Ozu.
9) “Ordet” (A Palavra), de Carl Theodor Dreyer.
10) “野良犬, Nora inu” (Cão Raivoso), Akira Kurosawa.
11) “Stalker” (Stalker), de Andrei Tarkovski.
12) “Un condamné à mort s'est échappé, ou le vent souffle où il veut” (Um Condenado à Morte Escapou), de Robert Bresson.
13) “東京物語, Tokyo monogatari” (Era uma Vez em Tóquio), de Yasujiro Ozu.
14) “Stagecoach” (No Tempo das Diligências), de John Ford.
15) “影武者, Kagemusha” (Kagemusha, a Sombra do Samurai), de Akira Kurosawa.
16) “Vertigo” (Um Corpo Que Cai), de Alfred Hitchcock.
17) “戸田家の兄妹”, Todake no kyoudai” (Os Irmãos da Família Toda), de Yasujiro Ozu.
18) “Mon oncle” (Meu Tio), de Jacques Tati.
19) “The Birds” (Os Pássaros), de Alfred Hitchcock.
20) “The Wrong Man” (O Homem Errado), de Alfred Hitchcock.
21) “秋日和, Akibiyori” (Dia de Outono), de Yasujiro Ozu.
22) “Playtime” (Playtime), de Jacques Tati.
23) “Иди и смотри, Idi i smotri” (Vá e Veja), de Elem Klimov.
24) “They Were Expendable” (Fomos os Sacrificados), de John Ford.
25) “Баллада о солдате” (A Balada do Soldado), de Grigori Chukhrai.
26) ”山椒大夫, Sansho dayu” (O Intendente Sansho), de Kenji Mizoguchi.
27) “Ben-Hur” (Ben-Hur), de William Wyler.
28) “El Cid” (El Cid), de Anthony Mann.
29) "Mr. Deeds Goes to Town" (O Galante Mr. Deeds), de Frank Capra.
30) "The Longest Day" (O Mais Longo dos Dias), de Ken Annakin, Andrew Marton, Bernhard Wicki e Darryl F. Zanuck.
31) “You Can't Take It with You” (Do Mundo Nada Se Leva), de Frank Capra.
32) “Андре́й Рублёв” (Andrei Rublev), de Andrei Tarkovski.
33) “Derzu Uzala” (Dersu Uzala), de Akira Kurosawa.
34) “酔いどれ天使, Yoidore tenshi” (O Anjo Embriagado), de Akira Kurosawa.
35) “The Man Who Shot Liberty Valance” (O Homem Que Matou o Facínora), de John Ford.
36) “Jungfrukällan” (A Fonte da Donzela), de Ingmar Bergman.
37) “Letyat juravli”(Quando Voam as Cegonhas), de Mikhail Kalatozov.
38) “Nära livet” (No Limiar da Vida), de Ingmar Bergman.
39) “Katyń” (Katyn), de Andrzej Wajda.
40) “Le dialogue des Carmélites” (Diálogo das Carmelitas), de Philippe Agostini e Raymond Leopold Bruckberger.
41) "Wit" (Uma Lição de Vida), de Micke Nichols.
42) "Henry V" (Henrique V), de Kenneth Branagh.
43) "Babettes gæstebud" (A Festa de Babette), de Gabriel Axel.
44) "Socrate" (Sócrates), de Roberto Rossellini.
45) "It's a Wonderful Life" (A Felicidade Não Se Compra), de Frank Capra.