quarta-feira, novembro 15, 2017

Espiritismo: profundamente irracional

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E ainda há quem acredite nisso!
O espiritismo não é só uma doutrina profundamente irracional, que esconde sob um véu de pretenso racionalismo os mais grosseiros paralogismos e grotescas formulações conceituais: a ideia de uma "punição" por crimes que se desconhece terem sido cometidos; a arbitrariedade da própria existência de "estados menos evoluídos" quando todos estão destinados à mesma "perfeição"; uma noção de "espírito" herdada do dualismo cartesiano que procura um "nexo" com o mundo corpóreo na bizarra noção de "perispírito"; a confusão entre o "espiritual" e o "sutil"; uma concepção de "realidades espirituais" completamente materializada e inspirada em fantasias de "utopia" burocrática de péssimo gosto; a própria ideia de uma continuidade pessoal com "reinicialização" periódica etc.
O espiritismo não é só uma doutrina inspirada no pior das modas intelectuais e da pseudociência oitocentistas: de uma forma especialmente tosca de positivismo ao mesmerismo, do progressismo "evolucionista" ao curandeirismo dos "fluidos" e ao racismo "científico".
O espiritismo não é somente um discurso que se ampara em ridículas falsificações históricas ("a Igreja já ensinou a reencarnação", "as traduções da Bíblia disfarçaram o conteúdo reencarnacionista" - além das inúmeras "gafes" históricas das "psicografrias" de um Chico Xavier, que chegam a confundir personagens homônimos distantes vários séculos um do outro) e em simulações de quinta categoria do estilo de grandes escritores etc.
O espiritismo não é só marcado por fraudes evidentes em toda a sua história: do logro das irmãs Fox (depois reconhecido pelas próprias) às farsas desmontadas por Houdini e a diversos casos relacionados a Chico Xavier e seus associados (alguns dos quais chegaram aos tribunais), e em especial o seu sobrinho, Amauri Pena.
O espiritismo não apenas eleva a "grande dignidade" um tipo de prática (necromancia) que as mais diversas tradições religiosas não hesitaram em condenar, em uníssono, como uma espécie de "fundo do poço" espiritual.
O espiritismo não apenas se baseia em "testemunhos" que, no dizer dos próprios "codificadores", são passíveis de falha, e discrimina entre os "bons" e "maus" espíritos com base numa ostentação de "nobreza de modos".
O espiritismo não apenas destrói qualquer resíduo de senso estético e de aparência de piedade devocional ao apelar, na sua "fenomenologia", para um verdadeiro teatro de horrores - simulados ou autênticos (isto é, com origem espiritual - o que não implica que sejam causados por "almas desencarnadas") - como "incorporações", "materializações", "mesas dançantes" etc.
O espiritismo não apenas situa seus praticantes no limiar da doença mental, ao expô-los continuamente a tais mórbidos espetáculos e submetê-los a experiências de desintegração da personalidade e ambientes de fortíssimas condições de sugestionamento.
O espiritismo não apenas explora a credulidade e os sentimentos de saudade e luto que unem as pessoas a seus parentes e amigos falecidos, ofendendo ainda a própria memória dos mortos.
O espiritismo não apenas seduz com um discurso calculadamente enganador, que afeta respeito e reverência pelas figuras de Nosso Senhor Jesus Cristo, da Virgem Santíssima e outros santos de Deus (que não raro têm seus nomes associados aos "centros"), as pessoas provenientes de lares católicos - ao mesmo tempo em que os descaracteriza e ataca virulentamente a Igreja, seus dogmas e sua hierarquia.
O espiritismo não é somente algo estimulado e promovido por organizações comprometidas com um projeto de destruição da "religião organizada", das estruturas familiares e dos valores vitais da sociedade - tais como a maçonaria e a Rede Globo -, sendo a "espiritualidade" preferida por nove entre dez das celebridades do "show business" que ostentam um estilo de vida dissoluto e fútil.
O espiritismo é, antes de mais nada, uma distorção brutal (sendo, no fundo, uma espécie de gnosticismo exotérico) dos princípios cristãos, pervertendo a caridade em condescendência para com o "menos evoluído"; estimulando o indiferentismo religioso e a presunção soberba da salvação por mérito próprio; reduzindo Cristo a "mestre moral" e "espírito de luz", e diluindo até frações homeopáticas a mensagem do Evangelho; promovendo o mais crasso laxismo moral, sobretudo por meio de uma ética do "sucesso", do progressismo e do orgulho burguês, além do endosso à aversão (que se encontra na própria raiz da "cultura do descarte") a escolhas e compromissos definitivos.
Não pode restar dúvida de que o extravagante acolhimento dado a esse fenômeno em terras brasileiras está na raiz de muitos dos males de que a nação hoje padece.

terça-feira, novembro 14, 2017

Em toda parte há gente perturbada

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Alguma vez você já teve vontade de deixar de frequentar sua paróquia ou grupo por causa de gente perturbada, fofoqueira ou com outro defeito que seja muito incômodo para você? 

Se sim, pense duas vezes. Em toda parte há gente perturbada. Nos tempos que vivemos hoje então, com toda esta terrível crise na Igreja, a quantidade de gente desequilibrada emocionalmente ou mentalmente é ainda maior. Então você responde: "ah, mas e os fofoqueiros, os que vivem olhando para a vida dos outros?, eles não deveriam saber se controlar, já que são cristãos?" Sim, claro que deveriam se controlar, claro que deveriam buscar mudar de comportamento, mas você vai mesmo deixar de frequentar os sacramentos ou um grupo em especial apenas porque há gente assim por lá? Você não acha que está dando muito poder a essa gente? O que o incomoda mais: o pecado alheio ou o seu orgulho ferido devido a não ser tão apreciado quanto gostaria? Eu sei que é desagradável ouvir coisas ruins sobre nós ou sobre pessoas queridas (ou sobre qualquer pessoa), mas será que não há uma forma de lidar com estas pessoas sem que precise se afastar da igreja/grupo? 

É o bastante cumprimentar educadamente, e evitar certas conversas. Não há necessidade de deixar de ir a Missa somente porque há pessoas desagradáveis por lá. Releve as atitudes alheias, reze por estas pessoas, busque o melhor em você mesmo para lidar com isso e fique firme. Quanto às injustiças, lembre-se: Deus está vendo tudo.

segunda-feira, novembro 13, 2017

Comentários Eleison: Comandos de Menzigen

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXIX (539) (11 de novembro de 2017)


COMANDOS DE MENZINGEN


A Providência manteve a Fraternidade em segurança?
Ao bloquear muitas tentativas de se juntar a Roma!


Os leitores desses "Comentários" não são de modo nenhum favoráveis à crítica das palavras e ações do QG de Menzingen da Neofraternidade Sacerdotal São Pio X. No entanto, há muitos que veem que assim como o Arcebispo Lefebvre estava, para o bem da Igreja Católica, plenamente justificado ao tomar sua frutuosa posição contra o naufrágio do Concílio Vaticano II, assim está-se hoje plenamente justificado, pela mesma salvação das almas, a criticar em público o deslize dessa Neofraternidade para os braços do clero da Roma conciliar. A edição de junho do jornal interno de Menzingen para os sacerdotes da Fraternidade, "Cor Unum", publicou outra dura justificativa para esse deslize. Menzingen é obstinado. Menzingen deve ser corrigido, em público.

Segue em itálico um resumo fiel de alguns dos principais argumentos, que podem ser verificados (em francês) na internet, no site Résistance catholique francofone :: Cor Unum juin 2017.

Dom Lefebvre fez com que as relações da Fraternidade com Roma estejam reservadas somente ao Superior Geral (SG).

Isto se deu porque ele sabia que não poderia confiar que os sacerdotes sob sua autoridade entendessem a extrema necessidade de prudência para lidar com os oficiais romanos. O presente SG prova o quão certo ele estava.

O Capítulo Geral de 2006 autorizou as autoridades da Fraternidade a expulsarem qualquer sacerdote que discordasse de suas políticas em público – "Este aviso deve ser levado a sério".

Foi assim que Paulo VI "expulsou" Dom Lefebvre. Será que Menzingen percebe a quem está imitando? E quanto aos sacerdotes que votaram em 2006, será que previram aonde levaria essa autorização para tais expulsões?

Não importa quão bons sejam os argumentos discordantes, a desacordo público sempre prejudica o bem comum.

Dom Lefebvre prejudicou o (verdadeiro) bem comum da Igreja por discordar durante duas décadas das autoridades? A verdade é a suprema medida de autoridade, especialmente na Igreja Católica, e não o contrário!

Dom Lefebvre salvou a Igreja ao formar sacerdotes de acordo com a Tradição Católica.

Não exatamente. Formar bons sacerdotes foi sua maneira de salvar a Fé Católica. Mas os sacerdotes que agora estão sendo formados por Menzingen para acompanhar os Romanos conciliares correm o risco de não salvar nem a Fé nem a Igreja.

O Arcebispo sempre reconheceu, e queria que os sacerdotes da Fraternidade reconhecessem, as autoridades da Igreja, tanto antes como depois de consagrar os quatro bispos em 1988.

Sim, mas em 1988, depois que os romanos demonstraram de uma vez por todas que não guardariam da Fé, sua atitude em relação a eles mudou radicalmente: "Até agora, a diplomacia; mas, a partir de agora, a doutrina", disse ele, como Menzingen bem sabe; mas Menzingen simplesmente não vê a importância da doutrina como o via o Arcebispo.

Exatamente. Os dissidentes de Menzingen estão fazendo de questões de prudência, assuntos de Fé.

Não. Submeter católicos crentes aos Romanos Conciliares – ou seja, descrentes –, é diretamente uma questão de Fé.

Mas como esses romanos poderão converter-se se os católicos crentes da Fraternidade recusarem-se qualquer contato com eles?

Como os católicos podem conservar a Fé se estiverem submetidos a modernistas contagiosos, ainda mais se são inconscientemente perigosos?

Mas nem tudo na Igreja oficial de hoje é Conciliar. Isto inclui os conservadores, que gostam de nós.

Mas os conservadores não têm poder. Todo o poder em Roma está nas mãos dos maçons, que são inimigos amargos e resolutos da Tradição Católica, da Igreja de Nosso Senhor, de Nosso Senhor e de Deus. E tudo na Igreja oficial está sendo levado finalmente na direção Conciliar, especialmente pelo Papa Francisco.


Kyrie eleison.

O Monumento do Amor

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Richard Mique começou a trabalhar em seu projeto para essa loucura em 1777. No dia 5 de maio daquele ano, ele apresentou a rainha um modelo de madeira, gesso e cera, elaborado com suas instruções precisas pelo escultor Joseph Deschamps. De forma incomum, Marie-Antoinette aprovou os planos imediatamente sem modificações.

O monumento, situado numa ilha do rio, situa-se sobre uma plataforma circular com sete passos. Doze colunas Corintias são cobertas com uma cúpula de calcária de Conflans, coberta com chumbo e pintada para se parecer com madeira. O lado de baixo da cúpula apresenta caixotes e rosetas esculpidas em torno de um painel central esculpido por Deschamps. Medindo cerca de dois metros de diâmetro, esta peça central apresenta uma aljava, flechas e brasas flamejantes, entrelaçadas e adornadas com rosas e ramos de oliveira. O entablamento é composto de um arquitrave cujas seções de soffit são adornadas com rosetas e pergaminhos árabes, dentro e fora, juntamente com uma cornisa composta. O piso do monumento foi projetado pelo artesão de mármore Le Prince, incorporando branco veiado, vermelho do Languedoc e mármore de Flandres. A construção começou imediatamente e concluiu em julho de 1778. A alvenaria é trabalho de Guiard. Como a peça central deste novo monumento, a rainha rejeitou a escultura proposta por Deschamps e, em vez disso, instalou uma cópia do Cupido de Bouchardon formando seu arco do clube de Hércules (1750), originalmente destinado ao Salão Hércules, mas relegado ao Château de Choisy desde 1752. Marie-Antoinette transferiu estátua para o Louvre para permitir que o escultor Louis-Philippe Mouchy produzisse uma cópia. A cópia de Mouchy foi removida do Le Trianon durante a Revolução e passou algum tempo em Saint-Cloud antes de retornar à sua localização original em 1816. O monumento do amor foi completamente restaurado em 2006.

Original aqui.

quinta-feira, novembro 09, 2017

Ordenação diaconal no Mosteiro da Santa Cruz

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Na Festa de Todos os Santos, aconteceu a ordenação diaconal do agora Diácono Rodrigo da Silva, sob imposição das mãos de Mons. Tomás de Aquino, bispo e prior do Mosteiro da Santa Cruz.

Com alegria, informamos que a ordenação sacerdotal se dará no dia 23 de dezembro. Diácono  Rodrigo será o primeiro  sacerdote da Sociedade Sacerdotal dos Apóstolos de Jesus e Maria.

A Resistência depende da Divina Providência. Caso queira colaborar com a ordenação sacerdotal, manifeste-se por meio do seguinte e-mail: rodrigomariasajm@gmail.com

Ou deposite na seguinte conta:

Caixa Econômica Federal :
Ag: 0046
Op: 013
CC: 00026514-7
CPF: 059.864.014-25
Rodrigo Henrique Ribeiro da Silva

Mais fotos:









Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

terça-feira, novembro 07, 2017

Crítica e controle

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A crítica às vezes não passa de um reflexo do crítico. Pessoas propensas a sentir raiva podem fazer críticas severas regularmente apenas porque isso alivia o estresse delas. Indivíduos com baixa autoestima podem se sentir melhor quando colocam os outros para baixo. Então é importante considerar a fonte antes de decidir como prosseguir. ” (Amy Morin. 13 coisas que as pessoas mentalmente fortes não fazem. Sextante, 2015)

Eu já vi muito esse tipo de coisa. O medroso desestimula os outros a fazer algo novo ou que ele considere arriscado, porque ele vive com medo. O raivoso critica duramente, injustamente ou não, porque precisa descarregar sua ira. O que sofre com complexo de inferioridade não sabe elogiar, e não reconhece qualidades alheias para não sentir-se rebaixado. O imoral critica o moral porque não quer mudar de vida.

Com isso em mente, não se deixe abater por críticas. Avalie se fazem sentido para você ou se são simples reflexos dos que criticam. Ponha sua energia no que realmente importa: Deus, sua família, seu trabalho, seus empreendimentos. Não dê tanto poder às pessoas, esteja você no controle de sua vida, não entregue este controle aos outros.

Comentários Eleison: Islã Real

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXVIII (538) (04 de novembro de 2017)


ISLÃ REAL


“A realidade está lá fora – ESCUTEM-ME!”
“Sem chance! O Islã é doce, e mais doce não poderia ser.”


Quando a Grã-Bretanha tinha um Império, seus administradores estavam em contado direto com povos, raças e religiões em todo o mundo, e eles podiam falar destes por experiência própria. Hoje, em geral, os governantes da Grã-Bretanha têm apenas o seu liberalismo e a sua ideologia irreal, e é por isso que poucos deles sabem do que estão falando. O Pe. Henry Boulad, pelo contrário, é um padre jesuíta da velha escola nascido há 86 anos em Alexandria, no Egito, de uma antiga família cristã síria do Rito Melquita, antigo professor de Teologia no Cairo, Superior dos Jesuítas em Alexandria e dos Jesuítas no Egito, com, obviamente, uma experiência direta ao longo da vida sobre o Islã e os muçulmanos. Os ataques terroristas na primavera passada em duas igrejas cristãs no Egito levaram-no a dar uma entrevista na França e a escrever um livro a partir do qual adapta-se as seguintes observações. Ele seguramente sabe do que está falando!

“Acuso o Islã, mas não os muçulmanos individualmente, que são as primeiras vítimas do Islã. Decidi denunciar a fonte do terrorismo: a principal fonte do radicalismo islâmico no mundo é a Universidade de Al-Azhar” no Cairo, Egito, onde a ideologia mortal é ensinada como a doutrina oficial do Islã. Acuso a Universidade de Al-Azhar no Cairo, supostamente a encarnação do islamismo moderado, de criar um espírito de fanatismo, intolerância e ódio em milhões de estudantes e clérigos muçulmanos que vêm de toda parte para receber uma formação em seus institutos. Por este meio, Al-Azhar torna-se uma das principais fontes de terrorismo em todo o mundo.

Acuso o próprio Islã e não apenas o “extremismo islâmico”, porque o Islamismo é, por natureza, tanto político como radical. Há 25 anos, escrevi que o Islamismo é meramente o Islamismo despojado, em toda a sua lógica e rigor. Planeja uma sociedade visando a um califado mundial baseado na lei da Sharia, que é a única lei que considera legítima, como vinda de Deus. É um plano que toma todo o globo, que inclui tudo e é completamente totalitário. Acuso de mentirosos deliberados todos aqueles que fingem que os crimes cometidos pelos muçulmanos “não têm nada que ver com o Islã”. Estes crimes são cometidos em nome do Corão e seguindo suas claras instruções. O simples fato de que o chamado muçulmano para a oração e o chamado para matar os que não são muçulmanos são precedidos pelo mesmo grito “Allah-ou Akhbar” (Deus é grande), é altamente significativo.

Acuso os eruditos muçulmanos do século X pela promulgação dos decretos, agora irreversíveis, que levaram o Islã ao seu atual estado petrificado. O primeiro desses decretos cancelou todo tipo de precedência para os versos do Corão de Meca, que chamam por paz e harmonia, e deu prioridade aos versos de Medina, que exigem intolerância e violência. Promulgaram-se dois decretos adicionais para tornar irreversível este primeiro decreto: o Corão foi decretado como palavra incriada de Allah, e portanto é imutável; e qualquer outro esforço de interpretação está proibido, pois foi declarado que “a porta de ijtihad (reflexão) está fechada de uma vez por todas”. A sacralização destes três decretos fossilizou o pensamento muçulmano e contribuiu para a manutenção dos países islâmicos em um atraso e estagnação crônicos.

Acuso o Decreto “Nostra Aetate” do Vaticano II por lançar um diálogo inter-religioso destinado a ser aberto, acolhedor e compreensivo com os muçulmanos, porque durante 50 anos não demos um passo à frente, e agora estamos estagnados. O diálogo com um xeque de Al-Azhar terminou com a sua proclamação de que “todos os cristãos vão para o Inferno”. Nada se move, assim como nada se moveu nos últimos 11 séculos. Diálogo sim, mas quero um diálogo baseado na verdade. A caridade sem verdade não vai a lugar nenhum.”

Acuso a Igreja Católica de perseguir um diálogo com o Islã com base na complacência, na realização de compromissos e na duplicidade. Depois de 50 anos de iniciativas unilaterais, os monólogos da Igreja não levaram a lugar nenhum. Ao dar lugar ao “politicamente correto”, fingindo que o diálogo não deve ofender os muçulmanos porque devemos “viver juntos”, todas as questões espinhosas, mas vitais, são cuidadosamente evitadas. Mas o diálogo verdadeiro começa com a Verdade. Solicitei um encontro com o Papa Francisco. Sem resposta.


Kyrie eleison.

Traduzido por Cristoph Klug.

segunda-feira, novembro 06, 2017

Os Jardins Ingleses de Marie-Antoinette

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Ao tomar posse do Petit Trianon em 1774, Marie-Antoinette começou a remodelar completamente os jardins. Os jardins botânicos de Louis XV foram substituídos por um vasto jardim anglo-oriental, mais de acordo com os gostos contemporâneos e com reproduções de características naturais como a Gruta. Ao projetar esses novos jardins, Marie-Antoinette tomou uma decisão consciente de limitar o número de edifícios. Ela finalmente se instalou em duas estruturas ornamentais, o Belvedere e o Monumento do Amor, ambos projetados por seu arquiteto oficial Richard Mique. via





sexta-feira, novembro 03, 2017

Rico não vai para o Céu?

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Há entre as pessoas, até mesmo entre católicos, uma ideia errada sobre prosperidade e riqueza: "rico não vai para o Céu". Esta afirmação é falsa.

Abraão, Isaque, Jacó, José, Jó, Josué, José de Arimateia (um dos melhores amigos de Jesus), Santa Clotilde, Santa Isabel da Hungria, Santa Adelaide, São Eduardo Confessor (Rei da Inglaterra), entre outros, eram todos ricos, e não renunciaram às suas riquezas para serem cristãos. Eram pessoas prósperas, e hoje estão todas no Céu.

Quando Nosso Senhor fala sobre o rico não entrar no Céu, Ele está falando do apego, não das riquezas materiais em si. Ora, José de Arimateia era um de seus melhores amigos, e era um homem muito rico. Se fosse errado ter tantas posses, Nosso Senhor não teria advertido José de Arimateia?

O problema está em apegar-se aos bens deste mundo, sejam eles dinheiro, posses ou pessoas. Deus dá e Deus tira, Ele é quem sabe o que devemos ter ou não ter, como devemos viver. Ele está no comando.

Quantas vezes vemos campanhas de arrecadação de fundos para ajudar uma instituição, uma paróquia, uma escola, um mosteiro, e pensamos: “ah, por que não aparece uma pessoa muito rica e proporciona esta ajuda?”. E por que nós não podemos ser estes ricos e ajudar os que precisam? Para isso existe a riqueza: para proporcionar uma vida melhor para nós e para ajudar ao próximo.

Já pensou nisso?

Comentários Eleison: Controle de feiticeiros?

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXVII (537) (28 de outubro de 2017)


CONTROLE DE FEITICEIROS?


Que valor as máquinas boas ou más somam?
São as coisas que ajudam ou prejudicam a alma que contam.


Em uma entrevista recente, o diretor-gerente da Mercedes Benz, uma empresa alemã de última geração em produção de automóveis de alta qualidade, pintou uma imagem do futuro próximo da humanidade em que o software informático prejudicará as indústrias mais tradicionais, e em que seus próprios concorrentes principais não serão mais outras empresas de automóveis, mas o Google, a Apple e a Amazon! Direito, diz ele, enfermagem, automóveis, seguros, imóveis, todos serão substancialmente afetados pelos computadores. Em 2027, 10% de tudo produzido será impresso em 3D. Em 2037, 70 a 80% dos trabalhos desaparecerão. Os smartphones baratos tornarão a educação disponível em todo o mundo, e assim por diante. Mas tais previsões dramáticas precisam ser colocadas em seu lugar, que é secundário. As máquinas são apenas máquinas, e os computadores são apenas máquinas.

Foi desde que a Revolução Industrial estourou sobre a humanidade nos séculos XVIII e XIX que os homens começaram a perguntar-se o que as máquinas desumanas significavam para o futuro dos seres humanos. Desde então, muitos observadores sábios levantaram sérias dúvidas sobre o impacto final das invenções materialmente mais e mais maravilhosas; mas a humanidade como um todo apenas avançou, confiando que a invasão de máquinas, composta por eletrônicos e computadores, só poderia ser cada vez mais benéfica. No entanto, é um homem sábio ou feliz aquele cujo nariz está sempre enterrado em seu smartphone?

O problema básico é que as máquinas são puramente materiais, enquanto os seres humanos são principalmente espirituais. Portanto, as máquinas mais úteis podem apenas subservir o que é primário ou mais importante na vida dos seres humanos. O homem é, de fato, composto de corpo material e alma espiritual, de modo que as máquinas materiais podem certamente servir seu corpo, mas esse corpo é meramente o portador de sua alma espiritual durante a duração da sua breve vida na Terra, e, em seguida, a alma sem graça sobrenatural arrasta o corpo até os eternos tormentos do inferno, ou a alma com a graça de Cristo levanta o corpo, normalmente através dos tormentos temporários do Purgatório, até a felicidade permanente do Céu. De qualquer maneira, seja lá o que for que o corpo tenha feito ou não para a alma durante a vida, após a morte é o estado da alma que determina o destino do corpo e não o contrário.

No entanto, em nossos tempos terríveis, até mesmo os católicos podem perder o controle dessas realidades elementares sobre o corpo e a alma, a vida e a morte; então, passemos à música para ilustrar as limitações da matéria e das máquinas. Em um estúdio de gravação moderno pode haver dezenas de máquinas de alto desempenho e milhares de botões brilhantes, botões e mostradores que compõem máquinas sempre mais perfeitas para a gravação do quê? Para a reprodução cada vez mais fiel do som? Que som? O som de um ser humano cantando ou tocando um instrumento. E por que gravá-lo? Porque a gravação irá vender e fazer dinheiro. E por que fará dinheiro? Como a música é uma linguagem única para expressar emoções na alma humana, e seja Furtwaengler conduzindo uma orquestra clássica, ou os Beatles tocando guitarras, os músicos humanos estão por seus dons musicais expressando, através dos meios materiais de orquestra ou guitarra na linguagem material-espiritual da música, aquelas emoções espirituais que um público inteiro quer que os músicos expressem. E se os músicos não têm alma, os mais brilhantes engenheiros de gravação nunca ganharão a vida. Em toda arte humana, a mecânica é necessariamente subordinada aos artistas.

Portanto, quanto mais espirituais são as vidas e as atividades dos homens, menos a sério eles tomarão apenas transtornos materiais em assuntos humanos, como o diretor executivo da Mercedes Benz evoca. Por outro lado, quanto mais os homens se afastarem de Deus, maiores serão os tumultos em suas vidas. Leitores, levem um Rosário espiritual em suas mãos materiais e deixem bem atrás de vocês os desastres que se aproximam de nossa "civilização" materialista.

Kyrie eleison.

quinta-feira, novembro 02, 2017

Você pensa na morte?

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O dia de amanhã a Deus pertence. Nem mesmo o hoje é todo nosso, O passado é nosso, mas já passou. O que estamos fazendo agora por nossas vidas? O que estamos fazendo agora pela Eternidade? Queremos mesmo vencer, chegar lá no Céu? 

Há quem responda que sim, que quer muito ir para o Céu, mas passa seu tempo vendo novela, lendo horóscopo, e depois diz que não tem tempo para rezar. Mas quem não reza não se salva, dizem os santos.

Reze. Converse com Deus. Faça um Pai-Nosso, uma Ave-Maria. Reze o Rosário, medite nos Mistérios. O minuto seguinte pode não mais acontecer para qualquer um de nós. Olhe para um cemitério e verá quantos ali está que achavam que teriam muito tempo ainda.

Não esconda pecados, confesse tudo, faça aquilo que os santos ensinaram, que Nosso Senhor Jesus Cristo ensinou. Eles sabem o que é melhor, eles sabem qual o caminho do Céu. Quer ser vitorioso, quer vencer a morte? Siga Cristo e aproveite tudo o que a Igreja, Sua Santa Esposa, tem a oferecer.

Pare um pouco hoje e pense na morte. Depois disso corra no caminho da salvação.



segunda-feira, outubro 30, 2017

O Teatro da Rainha



O trabalho de Richard Mique, arquiteto de Marie-Antoinette


Enquanto a Ópera de Versalhes era um teatro da corte, a sala pequena de Trianon era um teatro de sociedade, existiam muitos em residências no campo onde, para passar o tempo, os donos e seus convidados reuniam peças ou óperas. Durante sua infância em Viena, Marie-Antoinette se acostumou com essas performances familiares. Ela queria fazer o mesmo com suas relações íntimas, príncipes da família real e alguns amigos raros.

Em 1780, sob as ordens de Marie-Antoinette, Richard Mique construiu este teatro cujo exterior severo contrasta com o interior refinado que, através de suas harmonias de azul, branco e ouro, lembra a ópera de Versalhes, apenas menor, pois tem capacidade para apenas uma centena de pessoas: o serviço doméstico no chão e os convidados no primeiro andar atrás das caixas com grades. Mas o maior luxo não está na sala arborizada, pintada em um falso mármore branco e adornada com esculturas feitas de papelão, está na maquinaria usada para as mudanças de cenário, que felizmente foi preservada. No palco de Trianon, as peças de autores que estavam na moda na época, como Sedaine e Rousseau, foram interpretadas e todas as óperas foram cantadas, e todos concordaram que a Rainha era muito boa.











O teatro da Rainha Marie Antoinette em Versalhes, imagens via.


Original aqui.

quarta-feira, outubro 25, 2017

Qual a diferença entre os liberais, os marcusianos e os comunistas?

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Os liberais e os marcusianos põem a liberdade antes do bem, ou melhor, consideram a liberdade O BEM. Mas, se temos liberdade, não é senão para escolher o bem, porque em verdade a liberdade é meio para um fim. 
Ora, o bem tem razão de fim. Logo, o ter a liberdade por fim responde a uma inversão diabólica de meios e de fins e não visa senão a atender à revolta contra as exigências (às vezes duras) do bem. Por tudo isso, se se olhar atentamente, ver-se-á que não há distinção entre liberalismo e marcusianismo senão em detalhe. Ora, como o PT é simultaneamente marcusiano e comunista, resulta que o liberalismo é o petismo sem o comunismo. – Mas atenção: como dizia Marcuse, e como ecoam os liberais, tolerância a tudo e a todos, menos aos que são contra o que dizemos. Logo, tanto o marcusianismo como o liberalismo um dia se fazem comunismo ou dão lugar ao comunismo. Já o dizia Platão: ao caos da democracia democratista (que ele chamava demagogia) sucede-se indefectivelmente a tirania.
Observação. Será preciso lembrar que em várias situações revolucionárias, como a da Espanha, liberais e comunistas e anarquistas não raro atuaram de braço dado?


terça-feira, outubro 24, 2017

Questionando o Espiritismo

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Eu descobri um canal no youtube, e, para aqueles que se interessam sobre críticas aos espiritismo, eu recomendo que acompanhem. Chama-se Questionando o Espiritismo, de Morel Felipe Wilkon, um ex-espírita que está tecendo críticas ao espiritismo e mostrando erros nas obras espíritas. 

Advirto que ele é espiritualista, portanto não devemos, como católicos, crer em tudo o que ele diz, mas vale a pena para ver os erros espíritas. Quem quiser saber porque ele não é mais espírita, clique aqui.

Interessante um comentário no site onde li sobre este canal:

"É excelente o pronunciamento do cara e atinge em cheio a gente que vivenciou esse meio.
O “espírita” brasileiro, dentro da ideologia febeana é doutrinado a não criticar, a ser passivo.
Crítica é “perturbar o ambiente”.
Uma estratégia muito bem articulada pela cartolagem religiosa pra que não haja questionamentos, que ninguém exija prova de nada.
E o incentivo à leitura, muita leitura, desse tipo de literatura, causa uma intoxicação ideológica barata e acrítica – é baixar a cabeça pra receber o cabresto ideológico.
E como leu muito, ele acha que sabe muito.
Perfeito o cara: a gente que passou por isso se identifica completamente."

Verdade. Um mal dos espíritas é achar que, devido a ler livros espíritas, eles sabem muito. É complicado. Se lessem Tomás de Aquino, entenderiam muita coisa.

Rezem por ele.

segunda-feira, outubro 23, 2017

Comentários Eleison: La Salette Aplicada

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXVI (536) (21 de outubro de 2017)


LA SALETTE APLICADA


Nós tendemos a desejar restaurar o passado,
Mas o que cada um de nós precisa fazer hoje é manter-se abaixado.

Todas as profecias são misteriosas, incluindo o famoso Segredo de La Salette revelado a uma menina camponesa francesa nos Alpes do leste da França em 1846. No entanto, esse Segredo segue sem dúvida os contornos gerais da Quinta, Sexta e Sétima Idades da Igreja do Venerável Holzhauser, de modo que uma grande parte do Segredo se aplica ao nosso próprio final da Quinta Idade. Aqui está um extrato substancial dessa parte do Segredo, em itálico, seguido da apresentação, de autoria de um sacerdote da Resistência, de como esse fim de Idade se parece com nosso próprio tempo. Em primeiro lugar, Nossa Senhora de La Salette:

Haverá em toda parte prodígios extraordinários, porque a verdadeira fé foi extinta, e uma luz falsa ilumina o mundo... O Vigário de Meu Filho terá muito que sofrer, porque por algum tempo a Igreja será entregue a grandes perseguições: será o tempo das trevas; a Igreja passará por uma crise espantosa. Com a Santa Fé de Deus esquecida, cada indivíduo quererá dirigir-se por si mesmo e ser superior a seus semelhantes. Os poderes civis e eclesiásticos serão abolidos, toda ordem e justiça serão pisoteadas. Somente assassinatos, ódio, inveja, mentiras e discórdias serão vistos, não amor pelo país ou pela família... Os governos civis terão todos o mesmo objetivo, que será o de abolir e fazer desaparecer todos os princípios religiosos para darem dar lugar ao materialismo, ao ateísmo, ao espiritismo e a todos os tipos de vícios...

E, em segundo lugar, um sacerdote de hoje: "A Revolução teve um enorme impacto, e em 2017 é uma tempestade que está atingindo seu clímax. Agora é hora de mantermo-nos abaixados, e ajudar-nos uns aos outros a sobrevivermos à tempestade. Isso requer um abandono total à Providência de Deus, e requer mais e mais oração e estudo para navegarmos e sobrevivermos na tempestade. De nada adianta ansiar por esse estilo de vida "católico dominical" que os tradicionalistas fizeram um grande esforço para restaurar após o terremoto do Vaticano II. Tanto a década de 1950 como a década de 1970 se foram para sempre. Por esta crise Deus está purificando Sua Igreja, que pode ser reduzida em número e em estilo de vida a algo próximo da Igreja primitiva. Os belos edifícios, relíquias, obras de arte e museus foram perdidos primeiro para os modernistas, e eles serão perdidos novamente para os muçulmanos, por causas naturais, por guerras. Vamos preparar-nos para ver toda a herança cristã desaparecer, e assim como Lot fugiu de Sodoma, vamos fugir da Roma neomodernista sem olhar para trás!

"Há quem sonhe que, no próximo Conclave em Roma, por uma intervenção direta de Deus, seja eleito Papa aquele que é o verdadeiramente melhor dos Cardeais. Mas o que ele poderia fazer para restaurar a Igreja? Praticamente nada, a não ser oferecer a Deus todas as perseguições que lhe aconteceriam no dia seguinte às eleições. Por quê? Porque, certamente, como no caso do presidente Trump nos Estados Unidos, todo o mecanismo administrativo da Igreja ainda estaria nas mãos dos inimigos do Papa, e ele não teria bons homens para substituí-los. E mesmo que por uma série de milagres toda Roma fosse verdadeiramente católica novamente, o resto do mundo no curso atual ainda não seria praticamente inconvertível? O que agora pode impedir a humanidade de tornar-se quase totalmente desumana, antinatural, irreal? Como poderia até uma Roma convertida evangelizar os zumbis de amanhã?

"Estamos passando por um Novo Dilúvio, o da Revolução, onde a Arca salvadora que havia sido Roma foi sequestrada pelos inimigos de Deus, e eles estão em processo de afundá-la. A Fraternidade Sacerdotal São Pio X era um bote salva-vidas, mas desde 2012 jogou uma corda em direção à arca que naufraga, e agora está unida a ela. Nós, pobres almas da "Resistência", estamos balançando para cima e para baixo nas águas, agarrando pedaços de madeira para salvar a vida. E é assim que as coisas são, e devemos encarar a realidade que nos rodeia".


Kyrie eleison.

quinta-feira, outubro 19, 2017

Comentários Eleison: Putin fala

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXV(535) (14 de outubro de 2017)



PUTIN FALA


É quando as pessoas sofrem que aprendem.
Eis por que o Ocidente terá de quebrar e queimar!

   Quando tudo no mundo ao nosso redor está sendo virado de cabeça para baixo, não deve surpreender-nos encontrar o Papa falando como um político comunista e o líder da Rússia falando como um Papa católico. Assim, um leitor destes "Comentários" ficou surpreso ao vê-los (5 de agosto) referindo-se à "Santa Rússia", quando, desde 1917, é a Rússia que vem espalhando seus erros em todo o mundo. Mas a "Santa Rússia" é uma expressão que se refere a um tempo muito anterior ao século XX. Refere-se à inclinação natural do povo russo para a religião. Se de 1917 a 1989 foi o leito do comunismo internacional, isto se deu apenas porque ele o serviu com um fervor religioso, porque este era  e ainda é  o messianismo do materialismo, a principal religião substituta judaica para os pós-cristãos (que só podem primariamente culpar a si mesmos).

   Mas 72 anos de comunismo causaram tanto sofrimento aos russos que eles aprenderam a lição e estão agora encontrando o caminho de volta para Deus, e por sua nação se voltar para Ele, tem merecido um verdadeiro estadista como seu líder, que é a esperança de muitas almas decentes em todo o mundo. Alguns especialistas na perfídia da Nova Ordem Mundial ainda desconfiam de Vladimir Putin, o que é compreensível, mas, como dizem os americanos, se ele fala, caminha e age como um seguidor de Cristo, então o senso comum diz que ele é um seguidor de Cristo. Leia aqui uma versão (tirada de uma legenda de vídeo) de um discurso seu há quatro anos na Rússia, e julguem vocês mesmos se sua visão de mundo não é cristã:

Outro desafio para a identidade nacional russa está ligado aos acontecimentos que observamos fora da Rússia. Eles incluem política externa, moral e outros aspectos. Vemos que muitos Estados do Euroatlântico tomaram o caminho de negar ou rejeitar suas raízes cristãs que constituem a base da civilização ocidental. Nesses países, a base da moral e de qualquer identidade tradicional está sendo negada  as identidades nacionais, religiosas, culturais e até mesmo sexuais estão sendo negadas ou relativizadas. Lá, a política trata uma família com muitas crianças como juridicamente igual a uma parceria homossexual  a fé em Deus é igualada à crença em Satanás. Os excessos e os exageros do "politicamente correto" nesses países levam as pessoas a considerarem seriamente a legitimação de partidos políticos que promovam propaganda da pedofilia.

   As pessoas em muitos Estados europeus estão realmente envergonhadas de suas afiliações religiosas e estão até com medo de falar sobre elas. Feriados e celebrações cristãs são abolidos ou recebem nomes neutros, como se houvesse vergonha dessas festas cristãs. Assim, o valor moral mais profundo dessas celebrações está sendo escondido. E esses países tentam forçar esse modelo para outros países. Estou profundamente convencido de que viver dessa maneira levará diretamente a cultura a ser degradada e levada de volta a uma condição primitiva. E isso torna a crise demográfica e moral do Ocidente ainda mais profunda. Hoje, quase todos os países desenvolvidos do Ocidente não podem sobreviver reprodutivamente, nem mesmo com o aumento de população pela imigração. Que prova mais clara da crise moral no Ocidente poderia haver que essa incapacidade de reproduzir-se?

   Sem os valores morais que estão enraizados no Cristianismo e outras religiões do mundo, sem as regras e os valores morais que foram formados e desenvolvidos ao longo de milhares de anos, as pessoas inevitavelmente perdem a dignidade humana. Quanto a nós mesmos, pensamos que é correto e natural defender esses valores morais provenientes do Cristianismo. Devemos respeitar o direito à autodeterminação de cada minoria, mas ao mesmo tempo não pode e não deve haver qualquer dúvida sobre os direitos da maioria.

   Ao mesmo tempo em que observamos essa decadência em nível nacional no Ocidente, em nível internacional observamos a tentativa de unificar o mundo de acordo com um modelo unipolar, relativizar e remover instituições de direito internacional e soberania nacional. Em um mundo assim tão unipolar unificado, não há lugar para os Estados soberanos, porque tal mundo exige apenas vassalos. Da perspectiva histórica, tal mundo unipolar significaria a rendição da própria identidade e da diversidade criada por Deus.

   Kyrie eleison.


sábado, outubro 07, 2017

Comentários Eleison: A Fé é crucial - I

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Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXXIV(534) (7 de outubro de 2017)

A FÉ É CRUCIAL - I



Deus quer que somente na Verdade eu creia,
Quando Ela é subvertida as almas podem perder-se.

A grande lição ensinada pelo Arcebispo Lefebvre (1905-1991) aos católicos que tiveram ouvidos para ouvir é que a Fé é superior à obediência. A triste lição que aprendemos desde então é que a obediência continua sendo mais enaltecida do que a Fé. Estes “Comentários”, que a confusão de hoje faz com que continuamente tenham de voltar ao básico, vêm tentando muitas vezes explicar por que a Fé deve vir em primeiro lugar. Uma nova tentativa de um ângulo ligeiramente diferente não será demais.
 Todo ser humano vivo na Terra – e não apenas os católicos! – tem uma alma imortal sem a qual não estaria vivo. Essa alma não foi produzida em massa, mas foi criada individualmente por Deus, do nada, para que seja feliz com Ele no Céu para sempre. Ela é a parte mais importante da natureza humana; por isso pertence à ordem natural, não sendo em si mesma sobrenatural, mas chegará ao Céu sobrenatural de Deus se fizer reto uso de sua faculdade natural de livre-arbítrio para cooperar com a graça sobrenatural de Deus. Sua graça não faltará, seja qual for a forma em que Ele opte por oferecê-la, porque quer que todas as pessoas vão para o Céu (I Tm II, 4). A questão passa a ser, então, a seguinte: que cooperação humana é necessária – e não apenas dos católicos – para chegar ao Céu?
A Fé é, sem dúvida, a base dessa cooperação. O Concílio de Trento chama Fé “o princípio da salvação”, e a Palavra de Deus diz que “sem a fé é impossível agradar a Deus” (Hb XI, 6). Muitas vezes nos Evangelhos, quando Nosso Senhor realiza um milagre, Ele diz que é a recompensa da “fé” dos interessados, por exemplo Mt XV, 28 (cura da mulher cananeia), Mc X, 52 (visão para um cego), Lc VII, 50 (conversão de Maria Madalena), e assim por diante. No que então consiste essa “fé”, e por que ela é tão preciosa para Deus e, portanto, para as almas?
Distingamos imediatamente duas realidades, diferentes, mas conectadas: a qualidade subjetiva da fé na alma, pela qual alguém sobrenaturalmente crê, e o corpo objetivo de realidades sobrenaturais, objetos da Fé Católica, em que o católico crê. Para distingui-las, devemos empregar na primeira um “f” minúsculo, e na segunda um “F” maiúsculo. Que elas são distintas é óbvio: um homem pode perder sua fé (subjetiva) sem que se produza a menor mudança na Fé (objetiva).
 Duas coisas tornam-se claras então. Em primeiro lugar, a fé que salva uma alma é essa qualidade subjetiva da pessoa que Nosso Senhor elogia e recompensa nos Evangelhos. Ele não elogia ou recompensa um corpo objetivo de verdades. Por outro lado, em segundo lugar, a qualidade subjetiva da fé é determinada ou especificada pela Fé objetiva. Não estou salvo, não mereço ser elogiado ou recompensado por crer em qualquer absurdidade tola. A mulher cananeia não creu em nenhuma tolice, ela certamente creu na vontade e em algum poder divino de Nosso Senhor. Aquilo em que ela creu era não só sobrenatural, ou algo que estava acima dos poderes meramente naturais do sua mente para entender e acreditar, como verdadeiro. E, provavelmente, assim que os Apóstolos começaram a estabelecer, logo após a ascensão do Senhor ao Céu, as verdades básicas em que um seguidor de Nosso Senhor deve crer, ela ficou feliz por ter sua fé subjetiva focada e especificada, ou determinada, pela então emergente Fé objetiva.
 Em outras palavras, a Fé objetiva focaliza essa fé subjetiva sem a qual nenhuma alma é salva. Portanto, os clérigos que manipulam a Fé objetiva estão colocando em perigo a salvação eterna das almas. Se, então, a fé subjetiva é de valor inestimável, assim o é a Fé objetiva. Esta deve vir primeiro.
 Kyrie eleison.


Traduzido por Cristoph Klug.