quinta-feira, agosto 17, 2017

Mentiras dos Rosacruzes: segredos e fábulas



MENTIRAS DOS ROSACRUZES-AMORC

Rosacruzes: segredos e fábulas

PARTE 1


Por José Roldão


Um amigo me enviou alguns trechos de um livro bem apreciado nos meios rosacruzes e, sinceramente, eu não sei se rio ou se choro. São tantas as afirmações gratuitas e sem qualquer respaldo histórico, quando não falsificações notórias, que me custa acreditar que exista alguém que acredite nisso. O nome do livro é «VIDA MÍSTICA DE JESUS», do inventor da rosacruz amorc, chamado de doutor não sei por que, H. Spencer Lewis[1].


Selecionarei alguns trechos a título de ilustração. É impressionante como, através de afirmações gratuitas, são «atestadas» verdades pelo simples fato de serem afirmadas como tais, por mais que a afirmação seja absurda, sem qualquer noção ou senso de realidade. Pior: são denominadas como sendo fatos históricos, apesar de nenhum documento atestadamente histórico e válido ser mostrado ou indicado, algum documento verificável ou acessível. Todos os documentos que conteriam tais «provas» são «secretos» ou estão em alguma biblioteca «secreta» de posse de alguma ordem ou fraternidade ainda mais «secreta», inacessível a qualquer mortal, quando não invisível e em planos «superiores».


Custa-me acreditar que exista gente adulta nesses meios, exceto os que recebam salário ou lucram com os valores adquiridos com a venda de produtos personalizados, livros e com as trimestralidades enviadas pelos membros.


O conteúdo das monografias da rosacruz é absurdamente simplista em sua exposição. Até mesmo nos meios esotéricos esses conteúdos são rotulados de «café-com-leite» e são motivo de chacota em ordens iniciáticas mais «sérias». Porém as fábulas contadas como se fossem verdades, são profundamente deformantes da razão e causam extrema alienação, se forem acreditadas.


Destaco abaixo alguns absurdos ensinados como se fossem fatos reais. Em meio aos meus comentários, lançarei diversos desafios e proponho-me calar a esse respeito, caso me seja oferecida alguma prova válida, histórica e verificável sobre as questões levantadas.

"Os arquivos Rosacruzes em terras estrangeiras, abrangendo os registros dos Essênios, Nazarenos e Nazaritas, assim conto os registros completos da Grande Fraternidade Branca no Tibete, na índia e no Egito, sempre foram fontes de conhecimento para o pesquisador sincero da história de todos os Avatares e especialmente de Jesus. Foi dessa fonte fidedigna que foram tirados os fatos contidos nesta obra - não de uma só vez e não sem anos de trabalho e infatigáveis estudos e serviços."


Os tais «arquivos rosacruzes» apenas existem para sustentar qualquer absurdo levantado de forma gratuita, ou seja, esses arquivos são tão secretos que ninguém nunca os viu e nem poderia, pois não existem. Por isso são «secretos» e desafio que sejam mostradas provas nesse sentido que remontem até os Essênios, Nazarenos e Nazaritas.

Logicamente a argumentação será do tipo: «são provas secretas»; e ficamos na mesma: é preciso que se acredite em tudo que for dito ou estiver escrito sem qualquer prova, sem qualquer lógica, simplesmente porque foi afirmado e ponto final, por mais absurdas que estas coisas possam parecer. Além disso, sempre veremos o grande «coringa» das ordens esotéricas em geral, quando se quer calar qualquer questionamento ou suspeita: a «Grande Fraternidade Branca».
Estas linhas, ainda do mesmo excerto, por exemplo:

«os registros completos da Grande Fraternidade Branca no Tibete, na índia e no Egito, sempre foram fontes de conhecimento para o pesquisador sincero da história de todos os Avatares e especialmente de Jesus».

Gostaria muito de saber quais são esses «pesquisadores sinceros» da história de «avatares». E desde quando Jesus Cristo é um «avatar»? É um absurdo atrás do outro. Compreendo perfeitamente que, pelo fato de não se poder provar nenhuma das afirmações que sustentam tais ordens, seja preciso «citar» pesquisadores que não existem, assim como relegar as provas às partes «invisíveis» de tais organizações. Se forem invisíveis ou secretas, não há como conferir tais provas, muito menos conhecer os tais pesquisadores sérios, os quais, obviamente, devem ser todos «ilustres» e «poderosos» rosacruzes.


E ainda, do mesmo excerto:

«Foi dessa fonte fidedigna que foram tirados os fatos contidos nesta obra»

Um minuto, cara pálida! Qual fonte «fidedigna»? Quais fatos foram mostrados na referida obra?

Afirmações como essas, tão claramente falsas e descaradas, não podem ter sido feitas por pessoas que possuam algum vestígio de honestidade intelectual. Essa ânsia constante de insinuar provas e inventar referências obscuras ou secretas em lugares distantes ou escondidos só faz evidenciar que as mesmas não existem de fato, tanto é que em nenhum momento são indicados documentos legitimados por historiadores ou pesquisadores abalizados e reconhecidos. O fato é: não existe fonte alguma fidedigna. Tanto é que nenhuma foi apresentada, além da afirmação gratuita e empurrada goela abaixo dos leitores.

Pelo contrário, cito o exemplo do historiador Robert Vanloo, maior especialista atual em história da rosacruz, que lançou alguns dos livros sobre o tema, dentre os quais L’utopie Rose-Croix Du XVII e Siecle a Nos Jours, e que refuta todas as alegações de Spencer Lewis sobre a fundação de sua organização; inclusive denunciando fraudes e falsificações de fotografias utilizadas como «provas» de contato com os rosacruzes franceses, os quais escorraçaram Spencer Lewis, negando qualquer possibilidade de vínculo com a sua organização. O site está em inglês e contém muito material.

É extremamente aconselhável que seja lido em sua totalidade, abrindo todos os links do texto e das notas, além de acessar os links para as imagens disponibilizadas site, para que se possa ter uma idéia mais completa e próxima da verdade a respeito de Spencer Lewis.


Em breve retornarei a este tema, comentando outros excertos desta e de outras obras fabulosas da rosacruz. Por enquanto, deixo este pequeno comentário e a fonte para aprofundamento. No caso da fonte que ofereci pode-se verificar que é uma referência no assunto, fonte abalizada, não secreta, que existe de fato, visível, tem nome e endereço, bastando clicar nos links para comprovar.

Enquanto isso eu aguardo a visita de algum membro da «Grande Fraternidade Branca» com seus arquivos do Tibet, Egito e Índia provando o contrário.


Acabei de me sentar…



[1] VIDA MÍSTICA DE JESUS, por H. SPENCER LEWIS, 1929. Biblioteca da ordem rosacruz, AMORC.


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quarta-feira, agosto 16, 2017

O Pais da Igreja acreditavam em reencarnação?



Os espíritas e espiritualistas enganam-se e mentem descaradamente. Aumentam, inventam, recebem mensagens de "espíritos" confirmando suas doidices e vivem assim, no erro. Vejamos algumas de suas ideias devidamente refutadas. Não lembro quem escreveu as refutações.

Vejamos uma citação de Dorothée Koechlin de Bizemont, escritora e jornalista, francesa:

"Entre os cristãos, durante os cinco primeiros séculos, nunca se pensou que a reencarnação pudesse ser contrária aos ensinamentos do Cristo. Os Patronos da Igreja — dos quais alguns foram bela e devidamente canonizados! — quase todos admitem a reencarnação."

Afirmação falsa. Só quem não conhece os escritos dos Santos Padres, dos cristãos primitivos, pode afirmar um absurdo desses.

Vamos checar as afirmações sobre São Jerônimo, Santo Agostinho, Clemente de Alexandria, São Justino e São Gregório de Nissa:

Os espíritas dizem que São Jerônimo afirmou a necessidade das vidas sucessivas.

Vamos a uma frase de São Jerônimo:

«João é chamado Elias  não segundo a men­talidade de tolos filósofos e de alguns hereges, que introduzem a dou­trina da metempsicose, mas pelo fato de ter ele vindo cheio da fôrça e do zelo de Elias, como atesta outra passagem do Evangelho» (cf. Lc 1,17).

O espíritas dizem que Santo Agostinho escreve: “Não vivi eu num outro corpo antes de entrar no seio de minha mãe?

Eu gostaria de saber de onde  este autor tirou esta citação. Eu tenho o livro “As Confissões”. E nele a citação é esta aqui:

“Minha infância morreu há muito tempo, mas eu continuo vivo. Mas, dize-me, Senhor, tu que sempre vives, e em quem nada falece – porque existias antes do começo dos séculos, e antes de tudo o que há de anterior, e és Deus e Senhor de todas as coisas; e esse encontram em ti as causas de tudo o que é instável, e em ti permanecem os princípios imutáveis de tudo o que se transforma, e vivem as razões eternas de tudo o que é transitório – dize-me a mim, eu to suplico, ó meu Deus, diz-me, misericordioso, a mim que sou miserável, dize-me: porventura a minha infância sucedeu a outra idade minha, já morta? Será esta aquela que vivi no ventre de minha mãe? Porque também desta me revelaram algumas coisas, e eu mesmo já vi mulheres grávidas”.

(Santo Agostinho. As Confissões. Livro Primeiro. pg. 04.)

Ele pergunta se viveu outra idade e se esta idade seria a que ele viveu no ventre da mãe dele. Poderia também querer saber de onde teria vindo, ele estava se perguntando, não estava afirmando nada. Nada disso tem a ver com reencarnação. Querm escreveu aquele trecho traduziu mal, se enganou ou mudou a frase para dar a ela outro sentido.

Mais uma citação de Santo Agostinho, desta vez extraída do livro “A Cidade de Deus”:

«Se julgamos ser indigno corrigir o pensamento de Platão, por que então Porfirio modificou a sua doutrina em mais de um ponto, e em pontos que não são de pequenas conseqüências? É certíssimo que Platão ensinou que as almas dos homens retornam até mesmo para animar corpos de animais. Esta opinião foi também adotada por Plotino, mestre de Porfirio. Mas não lhe agradou, e com muita razão. É verdade que Porfirio admitiu que as almas entram em sempre novos corpos: ele, de um lado, sentia vergonha em admitir que sua mãe pudesse algum dia carregar às costas o filho, se lhe acontecesse reen­carnar-se no corpo de uma mula; mas, de outro lado, não tinha ver­gonha em acreditar que a mãe pudesse transformar-se numa jovem e desposar o seu próprio filho! Oh, quanto mais nobre é a fé que os san­tos e verazes anjos ensinaram, fé que os Profetas dirigidos pelo Espí­rito de Deus anunciaram, ... fé que os Apóstolos apregoaram por todo o orbe! Quanto mais nobre é crer que as almas voltam uma só vez aos seus próprios corpos (no momento da ressurreição final) do que admi­tir que elas tomem tantas vezes sempre novos corpos!» (De civitate Dei X 30).

Defender que Santo Agostinho foi reencarnacionista só mesmo quem não leu a obra do Santo.
  
Dizem os reencarnacionistas que Clemente de Alexandria declara que a reencarnação (ou metempsicose) é uma verdade transmitida pela Tradição e autorizada por São Paulo.

Vejamos uma citação de Clemente de Alexandria:

Pois os sacrifícios da Lei expressam figurativamente a piedade que praticamos, como a rola e o pombo oferecidos em troca de pecados assinalam que a limpeza da parte irracional da alma é aceitável a Deus. Mas se qualquer um dos justos não oprime sua alma em comer carne, ele tem a vantagem de um motivo racional, não como o sonho de Pitágoras e seus seguidores da transmigração da alma.

(Clemente de Alexandria, Stromateis [Miscelâneas], Livro VII, cap. VI.)

Vemos claramente que ele rejeitava tal doutrina.

E nem preciso dizer que quem sustenta que Clemente foi reencarnacionista e gnóstico não conhece a obra deste. Clemente combateu idéias de pré-existencialistas e sustentava que a salvação se dá pela graça, através do arrependimento “puro e sincero”. Há algo mais anti-reencarnacionista que isso?

Reencarnacionistas dizem que São Gregório de Nissa (340-400, mais ou menos) dirá que “a alma imortal deve ser curada e purificada; e que, se não o foi por sua vida terrestre, a cura se faz pelas sucessivas vidas futuras”.

Vamos agora ler o que escreveu São Gregório de Nissa sobre a crença nas existências sucessivas:

Aqueles que advogam a referida doutrina e asseveram que o estado de almas é anterior a esta vida na carne, não me parecem serem limpos das doutrinas fabulosas dos pagãos que sustentam aspecto da sucessiva incorporação: pois alguém tiver de procurar cuidadosamente, descobrirá que a doutrina deles é necessariamente resumida a isto. Contam-nos que em um de seus doutos disse que, sendo uma e a mesma pessoa, nasceu como homem, e depois assumiu a forma de uma mulher, e voou com os pássaros, e brotou como um arbusto, e obteve a vida de um ser aquático. E ele que disse essas coisas de si mesmo, até onde podemos julgar, não foi muito longe da verdade: por tais doutrinas como esta, dizendo que alma passou através de diversas mudanças, são realmente adequadas para o matraquear das rãs e gralhas, a estupidez dos peixes ou insensibilidade das árvores”

Sobre a Criação do Homem - XXVIII

Aos que dizem que a alma existiu antes dos corpos ou que os corpos foram formados antes das almas; e daí também uma refutação para as fábulas acerca da transmigração da alma.”

Como é que pode ser rencarnacionista quem condena esta idéia em suas obras? Não sei de onde ela tirou aquela citação, mas pode ser um caso parecido com o de Orígenes ou simplesmente um hoax. Ainda não pude investigar isso.
  
Reencarnacionistas dizem que São Justino (t 165) não só fala “das almas que habitam mais de uma vez um corpo humano”, como também ensina que “aquelas que se tornaram indignas de ver Deus em conseqüência de seus atos durante encarnações terrestres, retomam corpos de bichos inferiores!

Vejamos agora um trecho do livro de São Justino, “Diálogos com Trifão”, cap IV:

(...)Responda-me, porém, a isto: a alma vê [Deus] enquanto no corpo, ou depois de ter sido retirada dele?"

"Enquanto na forma de um homem, é possível para ela", continuei, "alcançar isto por meio da mente; mas especialmente quando ela foi posta livre do corpo e estando livre por si mesma, ganha posse do que estava habituada a amar contínua e plenamente."

" Ela lembra disto [a visão de Deus], então, quando está novamente no homem?"

"Parece-me que não", disse eu.

"Qual a vantagem, então, de eles terem visto[Deus]? Ou tem o homem que viu mais do que aquele que não viu, a menos que ele se lembre do fato que viu?"

"Não sei dizer", respondi.

"E o que sofrem aqueles que são considerados indignos deste espetáculo?", disse ele?

"Eles são aprisionados no corpo de certos animais selvagens e esta é a punição deles."

"Sabem ele, então, que é por esta razão que eles se encontram em tais formas e que eles cometeram algum pecado?"

"Acho que não"

"Então este não colhem nenhuma vantagem de sua punição, ao que parece: além disso, eu diria que eles não estão sendo punidos a menos que tenham consciência do castigo."

"De fato, não"

"Portanto as almas nem vêem Deus, nem transmigram de um corpo para outro, visto que elas saberiam porque estão sendo punidas e teriam depois medo de cometer mesmo o mais trivial pecado. Mas que elas percebem que Deus existe e que justiça e piedade são honrosas, eu também concordo contigo", disse ele.

"Tens razão", repliquei.

(Justino, o Mártir, "Diálogos com Trifão", cap IV).

Aí que está, nos "Diálogos...", Justino narra a história (em primeira pessoa) de sua conversão. Ao fazer aquela citação, Gregor e "near death" (e, por tabela, J.R. Chaves) pegam palavras de quando Justino ainda era pagão e, portanto, crente em algum tipo de reencarnação. 

Você pode até achar os argumentos de Trifão fracos, visto que segundo o espiritismo certo inatismo persiste, mas não é o caso aqui: houve um caso que anglófonos chamariam de misquotation: textos fora de contextos. Este autor também é citado por Severino Celestino da Silva como alguém tido por defensor de “maneira limitada” da transmigração das almas (“Analisando... “, cap. XVII)

Link para os Diálogos com Trifão:

[http://www.earlychristianwritings.com/text/justinmartyr-dialoguetrypho.html]

terça-feira, agosto 15, 2017

Comentários Eleison: Evolução das Tensões

Comentários Eleison – por Dom Williamson
Número DXXVI (526) (12 de agosto de 2017)


EVOLUÇÃO DAS TENSÕES


A Fraternidade andou e tem andado mal.
Quantas almas permanecerão fortes na Fé? 


Como será que a Fraternidade Sacerdotal São Pio X tem evoluído desde a primavera e início do verão, quando surgiram fortes tensões nela pela questão da  participação de sacerdotes conciliares como testemunhas oficiais em seus matrimônios? Em síntese, as relações entre os líderes da Fraternidade que favorecem essa participação e os sacerdotes e os leigos da Fraternidade que a condenam continuam tensas. Pode-se até mesmo prever que a Fraternidade se divida entre os seguidores do Arcebispo Lefebvre e os seguidores do Bispo Fellay. Tal divisão tornou-se inevitável desde o dia em que este começou a dirigir a Fraternidade do Arcebispo para uma direção diferente da do próprio Arcebispo.

Mas nada abala a determinação da Menzingen do Bispo Fellay para se afastar da linha traçada pelo Arcebispo e se aproximar da linha da Roma Conciliar. Recentemente, na França, um casal da Fraternidade prestes a casar-se se recusou a ter qualquer relação com as autoridades conciliares, após o que seu sacerdote da FSSPX recusou-se a casá-los. Obviamente ele tinha o apoio de seus Superiores. Essa insistência no desmantelamento da Fraternidade do Arcebispo tem alguma explicação racional? Três fatores podem estar trabalhando para isto, dentre outros.

Em primeiro lugar, a Providência escolheu a Suíça para servir como a primeira base geográfica da Fraternidade, e a Suíça desfrutou desde então da importância e do prestígio correspondentes dentro da FSSPX. Assim, suas duas autoridades superioras na atualidade e muitos dos seus sacerdotes são cidadãos suíços. Ora, a Suíça é um país famoso por sua ordem, por exemplo, pelo funcionamento dos trens no horário preciso, enquanto que a falta de reconhecimento oficial para uma Congregação verdadeiramente católica é normalmente uma desordem que será mais agudamente sentida por um povo ordenado. Em segundo lugar, os sacerdotes da FSSPX podem estar sonhando com como um extenso apostolado se abrirá à Fraternidade somente caso ela possa ser reconhecida por Roma. E em terceiro lugar, não parece haver outra solução para as graves tensões internas da Fraternidade do que a de ela colocar-se sob a autoridade da Roma Conciliar – o Bispo Fellay não quer ouvir soluções apocalípticas, como uma intervenção de Deus.

Mas, em primeiro lugar, a ordem suprema para os católicos não é a ordem do Estado, por mais desejável que seja, mas a ordem de Deus, pisoteada pelo Vaticano II. Em segundo lugar, os modernistas, por sua natureza, podem dar toda a aparência de estarem “convertidos”, porque não veem nenhum problema em seu próprio subjetivismo. Mas esse liberalismo é tão confortável que poucos têm a intenção de abandoná-lo por qualquer conversão objetiva que implique a Cruz. Como diz o Pe. Vallet, os liberais não se convertem. E, em terceiro lugar, pensar que a única solução para os problemas sem precedentes do mundo e da Igreja de hoje seja consentir com as mentiras, revela uma séria falta de fé, por mais triunfantes que essas mentiras possam parecer. Nós realmente pensamos que o braço de Deus é encurtado porque nós homens somos perversos (Is L, 2; LIX, 1)? Deus sabe exatamente como vai lidar com as mentiras sem precedentes – precisamos apenas esperar para ver –, mas, entretanto, Ele não quer que consintamos com elas!

No entanto, também há boas notícias – alguns sacerdotes e leigos que se recusam a acompanhar as mentiras também estão resolutos. Um leitor na França me diz que alguns sacerdotes da FSSPX foram despertados pelo problema concreto dos matrimônios. O melhor dos sacerdotes da FSSPX não está recorrendo a testemunhas conciliares para os matrimônios na Fraternidade, causando grande aborrecimento em seus Superiores. Três dos decanos rebaixados escreveram fortemente contra as testemunhas de matrimônios conciliares, mesmo depois de seus próprios rebaixamentos, e acabaram de se pronunciar fortemente contra a Prelatura pessoal, porque esta não está de modo algum fora de questão, mesmo com a contundente Declaração do cardeal Müller no final de junho. Não estamos de forma alguma “de volta à estaca zero”, como o Bispo Fellay afirmou naquele momento. “Como um mau administrador de negócios encurralado”, diz esse leitor, “perdeu toda a confiança dos colegas que mantêm as suas cabeças no lugar, até mesmo dos mais respeitosos”. O que importa agora, conclui o leitor, não é salvar a FSSPX como um todo, porque isso precisaria de um milagre, mas salvar tantos sacerdotes e leigos quanto seja possível do deslizamento da FSSPX.

Kyrie eleison.


Traduzido por Cristoph Klug.


A verdade sobre Sai Baba: Um "deus" se desmorona




Enquanto alguns artistas, políticos e funcionários de diversos países revelaram e inclusive difundiram abertamente sua "devoção" ao denominado "Sai Baba", centenas de denúncias de ex-fanáticos do líder hindu revelaram alguns aspectos desconhecidos de sua vida que incluem a violação de menores, enriquecimento e o permanente abuso sexual de seus seguidores.

Quem é Sai Baba
As crenças
A organização
As denúncias
Mais testemunhos
Milagres famosos? 
________________________________________

Quem é Sai Baba

Sathyanarayana Raju -seu verdadeiro nome- nasceu em 23 de novembro de 1926. Seu pai foi Pedda Venkama Raju e sua mãe, Easwaramma. Aos quatorze anos -logo de alguns fatos considerados por ele como sobrenaturais- declarou-se como a reencarnação de Sai Baba de Shirdi, o denominado santo de Shirdi da região de Maharashtra, que faleceu em 1918. 

Em 1944 realiza a sua primeira viagem como "sábio" à região de Bangalore. Desde este momento começa a vestir a túnica que inicialmente foi cinza claro, depois branco e finalmente cor de açafrão.
Entre 1948 e 1950 construiu o denominado Prasanthi Nilayam ("A Morada da Paz Suprema"), uma espécie de cento de adoração. Entre seus discípulos mais próximos encontra-se o P.V. Narashima Rao e S. B. Chavan até P. N. Bhagwati e T. N. Seshan.

O Fideicomisso Central Sathya Sai Baba administra a Academia de Música de Prasanthi Nilayam, o Fideicomisso Médico administra o hospital de Rs 3 bilhões (U$ 67 milhões), a extensão total da propriedade é de 245 hectares. Sai Baba tem outras residências em Whitefiel, próximo a Bangalores e em Kodaikanal, onde passa os meses de março e junho. Há 2. 560 Centro denominados "Sai" no estrangeiro. Sai Baba saiu da Índia somente uma vez no ano de 1968 quando viajou a Uganda. 

As crenças 

Segundo os devotos, a missão de Sai Baba não inclui a criação de uma nova religião, seita ou culto, o qual motivou que pessoas de diferentes religiões se aproximem dele, ainda que ao final deixem sua própria religião. 

Segundo diz o principal fim é "estimular e motivar ao indivíduo na busca da auto- realização. As pessoas que têm sua própria fé devem aprofundar-se nela, sem que sejam perturbados". O caráter universal de sua missão está representando no Sarva Dharma o emblema que simbolicamente engloba a todas as religiões.

Sai Baba tornou-se famoso por suas curas, pela suposta materialização de uma variedade de substâncias que distribui entre seu público (incluindo comidas quentes e líquidos), por sua suposta faculdade de bilocação, teletransporte, levitação e precognição e por seus fenômenos luminosos. Foi objeto de limitados estudos por parte dos investigadores psíquicos do Ocidente, que não puderam provar a validade de suas proezas paranormais. Rapidamente, Sathya Sai Baba atraiu seguidores assombrados com seus milagres e cativados por sua personalidade ainda que muitos o criticaram e rejeitaram. 

Erlendur Haraldsson, psicólogo da Universidade da Islândia e pesquisador psíquico, começou em 1973 uma pesquisa dos fenômenos paranormais relacionados com Sai Baba que se prolongou durante dez anos. Para isso teve que realizar várias viagens à Índia a fim de entrevistar a Sai Baba, seus seguidores e seus críticos, sendo acompanhado várias vezes por karlis Osis, que então formava parte da American Society for Psychical Research; em uma oportunidade pelo doutor Michael Thalbourne, da Universidade de Washington; e em outra pelo doutor Joot Houtkooper, da Universidade de Amsterdã. 

Sai Baba negou-se a se submeter a experiências controladas a fim de verificar suas faculdades psíquicas tornando desta maneira impossível a obtenção de provas irrefutáveis. As pesquisas de Haraldsson estabeleceram que as pregações precognitivas de Sai Baba nem sempre são precisas assim como nem todas suas curas são efetivas. 

A Organização

Os detalhes de como funciona a organização de Sai Baba foram revelados por Harii Sampath, ex- membro do Corpo de Inteligência e Segurança do Ashram Prasanthi Nilayam.

Em uma carta o ex-devoto disse que "Quero compartilhar com todos várias observações que pude fazer sobre a operação Sai Baba durante meus anos como membro do corpo de inteligência e segurança do Ashram. Primeiro quero lhes contar o que sei de fato. Sai Baba é uma tremenda fraude e tem muita gente ajudando-o em diferentes níveis. A maioria da ajuda mais séria e a assistência mais ativa procede de um círculo e não mais que seis ou dez indivíduos, quase todos indianos, que estiveram com Sai Baba por décadas. É precisamente este grupo, o que tem um controle total dos fundos e que responde só e diretamente a Sai Baba". Mais adiante revela que há um segundo nível de pessoas, provavelmente um número entre doze e vinte, isto inclui a alguns estrangeiros e que respondem algumas vezes diretamente a Baba, mas regularmente têm que ir através do círculo mais próximo. Estes não controlam os fideicomissos, mas têm um acesso limitado a alguns dos fundos segundo lhes permite Sai Baba e seu círculo mais íntimo. 

Segundo Harii Sampath algumas das funções do segundo grupo é apoiar a base do primeiro grupo mantendo o mito de Sai Baba "vivo" no estrangeiro, promovendo atividades entre os devotos estrangeiros, organizando sutilmente as doações de grandes quantidades de dinheiro e o mais importante de tudo, promovendo o espetáculo dos "milagres", tanto entre os devotos nacionais como entre os estrangeiros. 

Os círculo mais íntimo e mais próximo a Sai Baba são regularmente membros do fideicomisso centra de Sai Baba e muito raramente mudam. Este fideicomisso também inclui a homens muito eminentes com altos postos, mas estas "figuras públicas" nunca recebam a autoridade para manejar os fundos, mas que estão para ser um enlace efetivo nas antessalas do poder e acrescentar uma aura de respeitabilidade à Organização de Sai. 

A recompensa para estes executivos de mais baixo nível por sua "lealdade" é uma entrevista anual com Sai Baba concertada pelos membros do fideicomisso de segundo nível. A maioria destas pessoas não sabem a história de Sai Baba completa, alguns deles até acreditam que Sai Baba é "divino" e poderoso e atuam com crenças mal guiadas. Outros sabem exatamente o que está acontecendo e está somente cumprindo com seu papel para receber "promoções" como fariam em qualquer outro negócio. Estes são os que preparam todas as conferências.

As denúncias

Em um artigo da Revista "India Today", publicado em 4 de dezembro de 2000, um grupo de ex-devotos contam a verdade sobre Sai Baba. A revista assinala que "para os ex-devotos de Sathaya Sai, é como se em um instante tivessem perdido seu deus para sempre. É uma experiência devastadora que os transporta de uma prometida 'moksha' (libertação) para um inferno particular. Uma desilusão que tem três etapas -rejeição, pesar e indignação".

As principais denúncias deste grupo estão centradas em assinalar que o "deus hindu" não é mais que um abusador sexual de crianças e jovens. Um deles é Jeff Young, um norte americano que até pouco tempo era presidente da Organização Sai na região Sul Central dos Estados Unidos. Young afirma que seu filho Sam foi sexualmente molestado pelo homem-deus desde 1997 -quando Sam tinha 16 anos- até 1999. Esta mesma denúncia foi publicada pela primeira vez no Daily Telegraph de Londres. Para os Young esta foi uma espantosa experiência, sobretudo porque eles há vinte anos reverenciavam a Baba.

A revista India Today afirma que agora eles "se estremecem ao pensar que se sentiam "abençoados" crendo que o homem-deus estava assistindo o bem-estar espiritual de seu filho e alegam que em todo esse tempo esteve submetendo Sam a um sistemático abuso sexual. Em uma só visita, eles lembram de ter recebido sete entrevistas privadas, enquanto que Sam foi chamado a entrevistas privadas 21 vezes". 

Nos últimos meses, uma ladainha de alegações similares as dos Young saiu veio a tona, em sua maior parte inspiradas por um documento chamado "The Findings", escrito pelo ex-devoto inglês, David Bailey, que se converteu em principal expositor e coletor de numerosas denúncias de ex- devotos de Baba.

Um destes denunciantes é Hari Sampat um engenheiro de Chicago que serviu como voluntário de segurança interna no Ashram de Baba de 1992 a 1995 que declara "Ter ouvido destas atividades de pederastia". " As investiguei e encontrei que eram reais. Foi então que me dei conta de que tinha que expor tudo". Sampat, e outros como ele do Reino Unido, dos Estados Unidos, Europa e Austrália identificaram vítimas de abuso sexual de Baba e animaram a que fizessem seus relatos nos meios de comunicação de diferentes países. 

Estas crescentes alegações estão hoje em dia sendo tomadas muito a sério em muitos dos países do ocidente ocasionando uma proliferação de defecções nos grupos de Sai Baba.

Na Grã Bretanha, depois do artigo na Daily Telegraph, o MP de Trabalho, Tony Colman, introduziu o tema o Parlamento. Um ex- ministro chamado Tom Sackville também se referiu ao assunto dizendo que " as autoridades fizeram muito pouco até agora e isso é uma pena". Existe agora um movimento para exortar ao governo britânico a que manifeste avisos às pessoas que queiram visitar o ashram de Baba. Na Austrália também, The Sunday Age tirou um artigo sobre o abuso sexual de Baba. Em Munique, Alemanha, Jens Sethi, um ex-devoto que alega que ele também foi molestado levantou uma queixa no escritório do Procurador Público.

Na Suécia, o grupo central Sai fechou suas portas, assim como uma escola baseada em programas educativos idealizados por educadores do ashram de Baba em Puttaparthi. Nos Estados Unidos, desiludidos devotos "estão bombardeando" a oficina da Secretaria de Assuntos Exteriores. A Revista afirma que frente a estas acusações o grupo mais próximo ao redor de Baba ataca os cargos de abuso sexual de duas maneiras. Um, simplesmente denunciando-o como um ataque anti-hindu -especialmente porque a maioria dos que executam os cargos é estrangeira. E dois, pregando que tudo o que Baba faz é um "ensinamento". Mesmo quando estejam fazendo algo que pareça imoral ou mal. Eles alegam que o fazem por um propósito e portanto não pode ser questionado. 

Até agora, não há queixas formais que tenham feito na Índia. Quer dizer isto que a maioria dos abusos ocorreram com ocidentais? Jed Geyerhahn, um norte americano que alega ter sido molestado por Baba quando tinha 16 anos, não está de acordo com essa teoria "Acredito que os jovens ocidentais estão denunciando e os indianos não. Os jovens ocidentais não têm tanto que perder". 

A maioria destas desiludidos ex-devotos dizem que estão determinados a lutar para que se inicie algum tipo de ação legal e continuar pressionando até que algo aconteça. Conny Larson, da Suécia, foi devoto de Baba por 21 anos. Suas alegações apareceram pela primeira vez no Daily Telegraph de Londres em 20 de outubro deste ano. "Baba me chamou para várias entrevistas particulares. Eu não sabia o que acontecia entre mim e ele, mas acreditei quando me disse que era Deus e estava me ajudando com meus problemas".

Mais testemunhos

Jens e Gurprit Sethi da Grã Bretanha escreveu uma carta em que contava toda a história de sua relação com Baba. "estou dando-lhes uma detalhada narrativa de minhas traumáticas experiências com Sathya Sai Baba e espero que isto possa ajudar às pessoas a compreender do que se trata. Todos os detalhes são corretos e podem ser considerados um testemunho. Eu poderia, e assim o faria, testificar o seguinte frente a uma corte aberta" diz Sethi. "Tenho 35 anos e estive interessado no espiritual desde minha infância. Por muito tempo fui devoto de Jesus e do Padre Pio, então, depois de ler "A Autobiografia de um Yogui" de Yogananda, em inclinei para o caminho do yoga". 

Mais adiante relata que em outubro de 1988 se converteu em um fervoroso seguidor de Sathya Sai Baba, e foi a Puttaparthi todos os anos e estava totalmente absorto na áurea de Sai Baba. Eu estava totalmente convencido de que era um Avatar e me tornei tão devoto que estava pensando e contemplando somente nele todo o tempo" , afirmou. 

O ex-devoto aponta que em 1993 começou a suspeitar um pouco devido ao estilo de vida de Sai Baba e as atividades no ashram. "Todos os anos via custosos edifícios novos e senti que estava se desenvolvendo uma crescente comercialização. Em 1996 vi Baba saindo do ashram em um "Jaguar" e outros carros caros como um "Mercedes" e um "BMW" da linha mais cara". "Espero que este pesadelo acabe logo e espero que pela Graça do Todo poderoso, todos no mundo saibam das falcatruas de Sai Baba, um poderoso demônio que veio disfarçado de um santo ilegítimo, interessado somente em sua auto-glorificação, m]nome e fama. Ele é um mestre da decepção". A mesma história de decepção viveu o presidente da região central norte de Iowa (Estado Unidos) que renunciou ao cargo em 28 de maio de 2000.

Em sua carta Shirley Pike afirma que " a razão de minha renúncia provavelmente escandalizará e consternará a muitos de vocês. Há algumas semanas recebi um informação de uma companheira devota de muitos anos sobre um correio eletrônico que tinha recebido concernente a atos de pederastia por Sathya Sai Baba. Eu pedi a ela que me enviasse o correio eletrônico e pessoalmente com vários indivíduos que tiveram experiência direta com o comportamento inapropriado de Sai Baba. Estes indivíduos são respeitáveis, críveis e inteligentes e não têm nenhum empenho em simplesmente queixar-se. Eu saí destas conversas crendo nestes indivíduos e portanto renunciei e é por isso que estou escrevendo esta carta".

Mais adiante afirma que "estou pesarosa porque cheguei a crer que Sai Baba é um charlatão que usou o poder recebido através do amor e a reverência de seus seguidores e as verdades das antigas Doutrinas Védicas e as escrituras para molestar sexualmente a crianças e jovens da idades de oito a trinta anos".

Milagres famosos?

A respeito dos numerosos milagres que adjudicam a Sai Baba o próprio Sampath, ex-membro do Corpo de Inteligência e Segurança, assegurou que são mentiras e o que pretendem é atrair a atenção de mais "fiéis". Por exemplo, contou o suposto milagre de um resgate em um acidente automobilístico na Alemanha em que se diz que "um casal de anciãos da Alemanha estavam visitando Baba pela primeira vez em Abbotsbury, Madrás, onde Baba estava ficando. Eles estavam sentados na primeira fila e quando Sai Baba, depois de passar por onde eles estavam, parou, voltou-se e disse-lhes "Sua filha e seu genro estiveram a ponto de chocar com um caminhão em uma estrada da Alemanha e eu os salvei". Efetivamente aconteceu o acidente mas a verdade foi outra. 

Sampath conta que " a filha e o genro deles tiveram um estreito escape de um choque com um caminhão e tinham ligado ao hotel onde hospedava-se o casal de anciãos em Madrás para contá-los. Como o casal já tinha saído do hotel para ir ver a Baba, a mensagem foi passada a um membro do grupo com que tinham vindo, que correu a Abbotsbury para dizer-lhes mas não pôde entrar ao arshram porque todas as filas estavam cheias, por isso passaram o recado a um dos voluntários principais para que chegasse ao casal da Alemanha que estava lá dentro. Ao ser ouvida a notícia, esta chegou a Sai Baba por meio de um fiel que lhe disse: "Pela graça de Swami, a filha e o genro desse casal de alemães acabam se salvar-se de um acidente automobilístico na Alemanha". Sai Baba, obviamente, sorriu e disse "Eu sei, eu sei...". 

Outro dos supostos milagres que contam é um que circulou em 1996 quando um avião, preparando-se para aterrissar na Venezuela, começou a ter problemas muito sérios. O piloto anunciou que tudo estava perdido. Uma devota de Sai Baba abordo rezou a Sai Baba e viu Sai Baba aparecer no céu!
Levava a palma da mão direita e olhava para cima e realmente parecia que estava segurando o avião até que aterrissou a salvo. A devota de Sai Baba rapidamente tirou sua câmara e tirou uma foto de "Swami nos céu entre as nuvens" (Rs50 em PN por cento). Este incidente foi reportado no jornal "Venezuela Times" como: "Santo hindu aparece no ar para salvar avião".

A realidade -conta um ex-devoto- foi a mulher- que tinha em suas mãos o livro "Avatar" que tema a foto de Sai Baba - entrou em pânico e retratou o que ela cria que estava vendo pela janela do avião. A situação do avião estava vem e aterrissaram sem problema algum.

Fonte: http://www.acidigital.com/seitas/saibaba.htm